Governo da Síria diz ter libertado 552 prisioneiros

TV estatal afirma que regime soltou presos que não estavam envolvidos em "atos terroristas sangrentos, assassinatos ou explosões"

iG São Paulo |

A TV estatal da Síria anunciou nesta quinta-feira que o governo libertou 552 prisioneiros envolvidos em "atividades antiregime" durante os nove meses de protestos contra o presidente Bashar Al-Assad. Os libertados "não estão envolvidos em atos terroristas sangrentos, assassinatos ou explosões", segundo a rede.

Leia também: Ativistas acusam regime sírio de enganar observadores árabes

AP
Partidário beija foto de Assad durante manifestação em apoio ao líder em Damasco, na Síria (04/01)

De acordo com a TV estatal, este é o segundo grupo de presos libertados em uma semana, cumprindo um plano da Liga Árabe que busca encerrar a crise política no país. Outros 3,5 mil prisioneiros teriam sido libertados na terça-feira.

Após o anúncio da TV estatal, ativistas disseram que o governo sírio ainda mantém cerca de 25 mil presos políticos. No momento, uma missão de observadores da Liga Árabe está na Síria para verificar a implementação do plano de paz, que também prevê a retirada de tanques das cidades e o fim da violência.

Na quarta-feira, ativistas acusaram o regime da Síria de enganar os observadores da Liga Árabe, levando-os para regiões que permanecem leais ao presidente, além de mudar as placas das ruas para confundí-los. Os ativistas também afirmaram que o governo enviou partidários do regime para bairros rebeldes para que dessem falsos testemunhos.

A Liga Árabe não fez nenhum comentário, mas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Jihad Makdissi, negou as alegações. "Nós não interferimos no trabalho da missão", disse Makdissi, acrescentando que o governo dá o respaldo necessário para proteger os observadores.

Ativistas afirmaram que os partidários de Assad estão pintando veículos militares de azul para que eles se assemelhem a veículos da polícia - uma estratégia que permite ao governo dizer que retirou o Exército de áreas populosas em respeito ao acordo com a Liga Árabe que pretendia acabar com a violência no país.

A ONU diz que a repressão aos protestos contra o governo já deixaram mais de 5 mil mortos desde março, a maioria civis. De acordo com os Comitês, o número é maior: 5.862 mortos.

Com AP, AFP e Reuters

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