Governo da Síria concede anistia geral a prisioneiros políticos

Medida, que se estende à 'ilegal' Irmandade Muçulmana, beneficiará cerca de 10 mil detidos durante protestos, segundo ativistas

iG São Paulo |

O presidente sírio Bashar al-Assad decretou nesta terça-feira uma anistia geral, que inclui todos os prisioneiros políticos, de acordo com a TV estatal síria, em uma tentativa de acalmar manifestantes que vêm pedindo a renúncia do líder do governo.

AP
Mercado popular em Damasco, capital da Síria, vende camiseta com foto de Bashar al-Assad
Segundo a TV síria, a anistia se estende a todos suspeitos de crimes previstos na legislação do país, que foram cometidos antes de 31 de maio de 2011. A medida pode beneficiar 10 mil pessoas que foram detidas duramte os protestos, segundo ativistas.

Dentre os prisioneiros que pertencem a partidos políticos estão integrantes da Irmandade Muçulmana, considerada ilegal segundo a legislação síria.

As prisões fazem parte da repressão do governo nos últimos dois meses, em meio à revolta popular que pede a renúncia de Assad. Anteriormente, o presidente sírio chegou a suavizar algumas restrições, como suspender a lei de emergência em vigor há décadas, mas os protestos continuaram em diversas cidades do país.

De acordo com ativistas de direitos humanos, mais de 1 mil manifestantes morreram desde o início dos protestos contra o regime de Assad na Síria no início de março. De acordo com comunicado da Organização Nacional de Direitos Humanos Síria (ONDHS), “quase 1.118 mártires morreram até agora, além dos feridos".

A ONG acrescentou que, de acordo com as informações obtidas por organizações pró-direitos humanos, o Exército e os corpos de segurança estão cometendo "violações sem precedentes" na Síria.

*Com AP e EFE

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