Governo da Síria aceita prazo para iniciar plano de cessar-fogo

Segundo Kofi Annan ao Conselho de Segurança, o governo de Bashar al-Assad concordou em implantar o plano de paz até 10 de abril

iG São Paulo |

A Síria concordou em começar a implantar o plano de paz proposto pelo enviado da ONU e pela Liga Árabe, Kofi Annan, até o dia 10 de abril. O plano prevê um cessar-fogo supervisionado pela ONU, a retirada de soldados e armamento bélico pesado das cidades, além da permissão de envio de suprimentos e entrada de ajuda humanitárias nas regiões afetadas.

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AP
Membros do Exército Livre da Síria em bairro de Damasco (1º/4)
A informação, segundo a BBC, foi confirmada por diplomatas. Os detalhes do acordo foram contados por Annan ao Conselho de Segurança da ONU em reunião a portas fechadas.

Na semana passada, o governo sírio disse que aceitaria o plano de paz proposto por Annan mediante algumas condições. Annan, no entanto, advertiu ao Conselho de Segurança que o governo de Bashar não havia dado sinais concretos de que manteria sua promessa de implementá-lo.

Confrontos

Nesta segunda-feira, a violência continuou na Síria, segundo ativistas, principalmente nas cidades de Idlib e Homs.

Também nesta segunda-feira chega à Síria o diretor do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Jakob Kellenberger, que pretende discutir a expansão das operações de ajuda, assim como obter acesso aos presos durante os confrontos.

Em sua visita de dois dias ao país, Kellenberger planeja visitar áreas afetadas durante o conflito entre forças leais ao governo sírio do presidente Bashar al-Assad e opositores e desetores. Segundo comunicado do comitê, ele também pressionará as partes pela implantação da proposta da Cruz Vermelha de um cessar-fogo diário de duas horas para permitir que a ajuda chegue aos locais mais atingidos e os feridos possam ser retirados.


De acordo com a rede de TV americana CNN, o Departamento de Estado Americano anunciou que dará inicialmente US$ 1,25 milhão para estabelecer um Centro de Responsabilidade Sírio para ajudar organizações sírias e internacionais a coletar evidência relativa a abusos de direitos humanos e violações de direitos humanos durante os conflitos entre forças sírias e opositores. No domingo , a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou um adicioinal de US$ 12 milhões para ajuda humanitária.

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O Conselho Nacional de Transição , no entanto, disse que a que a quantia não é suficiente para as necessidades de milhares de afetados pela violência na Síria.  “Um milhão de dólares diário é o mínimo necessário, disse Adib Shishakly, membro do conselho. “Se não trouxemos proteção para o povo dentro da Síria, é como se não fizermos nada”, ele acrescentou ao pedir apoio internacional para o Exército Livre da Síria, zonas de proteção para civis e suprimentos médicos.

*Com BBC

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