Garoto morre em meio a trocas de tiro em Homs, na Síria

Forças sírias invadiram bairros da cidade e tanques entraram em partes do sul do país para reprimir protestos da oposição

iG São Paulo |

Choques e trocas de tiro em Homs, na Síria, deixaram neste domingo um menino de 12 anos morto, no momento em que o regime do presidente Bashar al-Assad aumenta a repressão contra opositores por todo o país e envia reforço militar para conter os manifestantes.

AFP
Partidário de Assad seguem funeral de policial sírio, morto na cidade de Homs, onde o governo lançou ofensiva contra opositores
As exatas circunstâncias da morte do garoto em Homs ainda não estão claras. Assim como em outros focos de protesto da oposição, o governo de Assad tem respondido enviando tanques e soldados para conter as manifestações, além de cortar serviços de telefonia com o objetivo de deixar opositores ainda mais isolados.

Neste domingo, forças sírias invadiram três bairros da cidade de Homs e tanques entraram em várias cidades no sul do país. Na primeira incursão em áreas residenciais em Homs, terceira maior cidade da Síria com 1 milhão de habitantes, tiros de metralhadoras e bombardeios foram ouvidos.

De acordo com o Observatório Sírio para Direitos Humanos, as "áreas estão sob cerco total desde sábado" e quase nenhuma informação sobre o o número de mortos e feridos. "As telecomunicações e eletricidade estão sendo repetidamente cortados", disse o Observatório em um comunicado.

Segundo ativisitas, autoridades também prenderam um garoto de 10 anos para, aparentemente, punir os pais que se opõe ao governo.

O levante pró-democracia que começou em Deraa em 18 de março, inspirado na onda de revoltas em prol de reformas democráticas no mundo árabe, atingiu Hauran na sexta-feira, uma região agrícola que faz fronteira com a Jordânia, ao sul, e com as Colinas de Golã, a oeste.

Os manifestantes exigem liberdades políticas, fim da corrupção e a renúncia de Assad, que os acusa de pertencer a uma conspiração estrangeira para provocar conflitos sectários.

Jordanianos

O governo da Jordânia está tentando resgatar 20 cidadãos jordanianos detidos pelas forças de segurança sírias.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Jordânia, Mohammed Kayed, disse que os jordanianos foram arrastados não como um grupo, mas separadamente. Segundo ele, as razões que levaram às prisões, assim como as circunstâncias em que foram detidos, não está claras.

A chancelaria jordaniana está trabalhando nos últimos quatro dias através da embaixada do país na capital síria, Damasco, para tentar libertar os jordanianos. Mas o governo sírio, de acordo com o porta-voz, não tem colaborado com o fornecimento de informações sobre a situação dos presos.

*Com AP e Reuters

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