França envia ajuda humanitária para opositores de Kadafi

Governo americano anunciou envio de equipes de ajuda para as fronteiras da Líbia com o Egito e com a Tunísia

iG São Paulo |

O governo da França anunciou nesta segunda-feira o início de uma grande operação humanitária para ajudar os opositores do líder da Líbia, Muamar Kadafi, e pressioná-lo a deixar o poder.

O país decidiu enviar dois aviões com ajuda humanitária, incluindo médicos, enfermeiros e medicamentos, para Benghazi –segunda maior cidade do país, que está sob controle dos rebeldes. "Esse é o início de uma grande operação de apoio humanitário para as populações de territórios liberados", disse o primeiro-ministro francês, François Fillon.

AFP
Grupo de imigrantes bangaleses fugiu da Líbia para a cidade de Sallum, no Egito
Segundo ele, Paris está examinando todas as possíveis medidas possíveis para forçar a saída do líder líbio, até mesmo algum tipo de intervenção militar, sob aval do Conselho de Segurança da ONU. O premiê francês disse ainda que a União Europeia deve preparar uma resposta coletiva para ajudar os países do norte da África durante a transição rumo a democracia.

Paralelamente à França, o governo americano enviará duas equipes de ajuda humanitária para as fronteiras da Líbia com o Egito e a Tunísia, de modo a ajudar os refugiados que deixam o país, conforme anunciou a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

A crise na Líbia leva ao menos 1 mil refugiados por hora, a maioria deles trabalhadores egípcios, à fronteira líbia com a Tunísia. Nesta segunda-feira, jovens tunisianos protestavam contra a chegada de mais imigrantes, e os egípcios reclamavam da falta de ações do seu próprio governo para amenizar a situação.

Segundo a ONU, mais de 100 mil pessoas buscaram refúgio nas fronteiras da Líbia com a Tunísia e o Egito na última semana.

Acampamento

A Agência de Refugiados das Nações Unidas (UNHCR) anunciou a preparação de um campo de trânsito para abrigar pelo menos 10 mil pessoas provisoriamente entre a Líbia e a Tunísia.

Em comunicado, a Agência disse ainda que quarenta voos e alguns navios deverão retirar alguns que estão na fronteira. “Há uma necessidade urgente de que os governos destes cidadãos mandem aviões ou navios, ou qualquer meio de transporte, para levá-los para casa”, disse o porta-voz da UNHCR, Firas Kayal.

Segundo Kayal, as autoridades da Tunísia informaram que até a manhã desta segunda-feira cerca de 55 mil pessoas teriam cruzado a fronteira desde o dia 20 de fevereiro. No Egito, estima-se que quase 60 mil tenham atravessado a fronteira desde o último dia 19.

Além de egípcios, números significativos de vietnamitas e cidadãos de Bangladesh, que também trabalham na Líbia, estariam tentando cruzar as fronteiras. A Organização Internacional de Migração estima que 1,5 milhões de imigrantes irregulares da África e da Ásia trabalhem na Líbia.

*Com BBC e AFP

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