França e Grã-Bretanha apoiam plano de exclusão aérea na Líbia

Medida impediria que forças leais a líder Muamar Kadafi bombardeassem áreas ocupadas por rebeldes antigoverno

BBC Brasil |

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A França e a Grã-Bretanha indicaram nesta quinta-feira que apoiam o plano de criação de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia para impedir que as forças leais ao líder Muamar Kadafi bombardeiem áreas ocupadas por rebeldes

Em um encontro em Paris com o ministro do exterior da Grã-Bretanha, William Hague, o chanceler francês, Alain Juppé, afirmou que a França "está aberta" ao plano elaborado pela Organização do Atlântico Norte (Otan).

AFP
Ativista antigoverno líbio segura arma enquanto outros gritam palavras de ordem contra Muamar Kadafi durante funeral em Ajdabiya
"Estamos trabalhando com nosso parceiros nesse ponto, sobre as condições para implementar essa zona de exclusão. Tomaremos a decisão quando a situação ficar mais clara do que está hoje", disse. "De qualquer forma, pensamos que não poderá ser apenas uma intervenção de alguns países ocidentais. Precisamos da participação de governos regionais e outros participantes em uma operação como essa."

Hague disse que está sendo analisando "um plano de contingência, certo e necessário". "Mas também destacamos que a implementação de uma zona de exclusão aérea deve ser legalizada, com forte apoio internacional, com a participação de muitos países."

Condenação

Os dois ministros do Exterior da França e Grã-Bretanha pediram a renúncia de Kadafi. "Condenamos veementemente a atitude do coronel Kadafi que, ao usar a violência contra seu próprio povo , caiu em descrédito, então, pedimos claramente sua renúncia", disse Alain Juppé.

Hague ressaltou que o que se quer é ver "o fim da violência, o fim do derramamento de sangue na Líbia, a implementação vigorosa de sanções e outras medidas que foram elaboradas em acordo". "E continuo com a opinião de que a maneira mais rápida de encerrar o derramamento de sangue é saída de cena do coronel Kadafi", afirmou.

Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse em um pronunciamento nesta quinta-feira que todas as opções serão avaliadas, em conjunto com a comunidade internacional, para lidar com a situação na Líbia.

Obama também pediu que Kadafi deixe o poder , argumentando que ele "perdeu legitimidade" dentro de seu país. Anteriormente, o secretário americano de Defesa, Robert Gates, havia dito que a zona de exclusão aérea poderia ser criada apenas depois de "um ataque à Líbia" para destruir as defesas aéreas do país.

Milhares teriam morrido na Líbia desde o dia 15 de fevereiro, quando começaram protestos no país pela saída de Kadafi. Forças de segurança do regime reagiram com violência, e o coronel Kadafi vem prometendo continuar a lutar, apesar de ter perdido controle de grande parte do país.

Aviões da Força Aérea da Líbia lançaram novos ataques contra a cidade produtora de petróleo de Brega , no leste do país, nesta quinta-feira. Nesta quinta-feira, o promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional anunciou que investigará o líder líbio, Muamar Khadafi, seus filhos e seus principais assessores por crimes contra a humanidade .

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