França derruba avião e bombardeia base aérea na Líbia

Em novo dia de confrontos no país, ministro francês diz que ofensiva pode durar "dias ou semanas, mas não meses"

iG São Paulo |

Aviões militares franceses derrubaram nesta quinta-feira uma aeronave das forças leais ao líder da Líbia, Muamar Kadafi, segundo informaram autoridades americanas. A França também disse ter bombardeado uma base aérea líbia.

O avião líbio era um monomotor G-2/Galeb e foi derrubado pouco depois de pousar na cidade de Misrata, segundo a agência Associated Press. Não há informações, porém, sobre o local exato da base aérea atacada. A França disse, apenas, que ela estava situada a 250 km do litoral.

AP
Rebeldes líbios rezam no deserto em Zwitina, próximo à Ajdabiya

O ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppe, afirmou nesta sexta-feira que a operação militar na Líbia pode durar dias ou semanas, mas não meses. Ele também disse esperar que a situação no país sirva de exemplo para outros regimes autoritários. "O ditador tem um trabalho de alto risco. Vamos esperar que tudo isso sirva de exemplo", afirmou Juppe.

Apesar dos ataques franceses, confrontos entre rebeldes e forças pró-governo da Líbia continuam nesta quinta-feira. Durante a madrugada, várias explosões foram ouvidas na capital, Trípoli. Também há relatos de combates intensos entre rebeldes e forças leais a Kadafi na cidade de Ajdabiya. Moradores da cidade relataram ter visto disparos de mísseis e de artilharia e casas incendiadas.

Na cidade de Misrata, a terceira maior do país, parcialmente controlada pelos rebeldes, tanques do governo dispararam contra uma área próxima a um hospital. Segundo a agência AP, as forças pró-Kadafi são obrigadas a interromper a operação periodicamente por causas dos ataques da coalizão internacional.

A coalizão vem sendo criticada pela incapacidade de chegar a um consenso sobre quem vai liderar a ação na Líbia. Na quarta-feira, os ministros dos 28 países da Otan não conseguiram chegar a um acordo e prometeram retomar as discussões nesta quinta.

Segundo a agência AP, França e Grã-Bretanha estudam separar a intervenção em duas frentes: a política e a militar.

A frente militar ficaria a cargo da Otan, enquanto a política poderia ser liderada por outro grupo que incluiria a Liga Árabe.

Além da reunião em Bruxelas, autoridades de Estados Unidos, União Europeia, da África e do mundo árabe foram convidadas para um encontro em Londres na semana que vem, no qual a crise líbia será discutida.

O comandante da aviação britânica que opera sobre a Líbia, o marechal Greg Bagwell, afirmou nesta quarta-feira que a Força Aérea do coronel Muamar Kadafi " não mais existe como força de combate ". Segundo o militar, os aliados operam agora quase "impunemente" sobre os céus do país do norte da África.

Ele também disse que a coalizão internacional está aplicando uma pressão implacável sobre as Forças Armadas do líder líbio. "Estamos cuidando dos inocentes do país e garantindo que estão protegidos dos ataques", disse Bagwell durante visita a membros da Força Aérea Real britânica com base em Gioia del Colle, no sul da Itália.

"As forças terrestres líbias estão sob constante observação e as atacaremos sempre que ameacem civis ou ataquem os centros populacionais."

Com AP, BBC, AFP e Reuters

    Leia tudo sobre: kadafimundo árabeprotestosonuzona de exclusão árabe

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG