França critica 'crimes' da Síria e cobra apoio da Rússia a sanções

Chanceler francês classifica de 'inaceitável' a repressão aos protestos antigoverno, enquanto violência continua em Homs

iG São Paulo |

O chanceler francês Alain Juppé afirmou nesta quarta-feira que o governo da Síria comete “crimes contra a humanidade” ao reprimir violentamente os protestos contra o presidente Bashar Al-Assad. Em entrevista em Moscou, ele também cobrou o apoio da Rússia a uma decisão do Conselho de Segurança da ONU sobre novas sanções contra o regime sírio.

“O modo como a Síria oprime sua população é inaceitável”, afirmou Juppé, ao lado do chanceler russo, Sergei Lavrov. “Espero que a Rússia nos apoie no Conselho de Segurança, mesmo que nossas posições não sejam exatamente iguais.”

Mas Lavrov reafirmou seu apelo para que a oposição dialogue com o governo de Assad. “A Rússia apresentou uma resolução no Conselho de Segurança que pede o fim de todo tipo de violência, dos dois lados”, afirmou. “E também pede que a oposição não recorra à provocação armada, como já vimos acontecer, e não recuse um convite à negociação.”

Violentos confrontos continuam acontecendo na Síria, quase seis meses após os protestos anti-Assad terem começado. Nesta quarta-feira, forças de segurança atiraram contra opositores na cidade de Homs, onde nove foram mortos, de acordo com ativistas. Outras duas mortes teriam sido registradas em Sarameen.

Homs, a terceira maior cidade da Síria, é alvo de uma operação militar há vários dias. “Houve tiros durante doa a noite”, afirmou um morador em entrevista à Associated Press. “Não posso dizer exatamente o que está acontecendo porque é muito perigoso sair de casa.”

Ainda segundo moradores, serviços de telefone e internet foram cortados em várias partes de Homs nesta quarta-feira. Estradas ao redor da cidade estariam bloqueadas por forças de segurança.

Com AP e BBC

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