Forças sírias tentam controlar cidade de Deir el-Zour

Mais de 50 pessoas teriam morrido em cidade que fica no leste do país, região produtora de petróleo

iG São Paulo |

AFP
Papa pediu que governo de Assad responda a aspirações da população síria
Uma semana depois da ofensiva contra a cidade opositora de Hama, o governo sírio ordenou que forças leais ao governo do presidente Bashar al-Assad atacassem a cidade de Deir el-Zour , no leste do país, região produtora de petróleo e gás. As operações militares deixaram dezenas de mortos.

Os números, no entanto, variam e não podem ser confirmados de forma independente, uma vez que o governo sírio proíbe a entradada de jornalistas estrangeiros no país. Enquanto a Associated Press cita grupos de direitos humanos que falam em 52 mortos em Deir el-Zour, a BBC fala em ao menos 50 mortos na cidade. Outras 26 pessoas teriam morrido em Homs e outras seis em Idlib, no noroeste, disseram ativistas.

Além das mortes, as forças de segurança prenderam várias pessoas em diversos pontos da cidade de Deir el-Zour que fica 430 km ao nordeste de Damasco.

‘Fora da lei’

O presidente sírio, Bashar al-Assad, justificou a repressão, dizendo que o Estado tem a "obrigação" de atuar "contra os que estão fora da lei". "Atuar contra os que estão fora da lei, bloqueiam as ruas, fecham as cidades e aterrorizam a população é uma obrigação para o Estado, que deve defender a segurança e proteger a vida dos cidadãos", disse Assad. 

Também neste domingo, o papa Bento 16 fez um "chamado urgente" às autoridades sírias para "responder às apirações legítimas" da população e pediu que a comunidade internacional "reative a busca de um plano de paz" na Líbia, onde "a força das armas não resolveu a situação do país".

"Acompanho com preocupação os episódios dramáticos e crescentes de violência na Síria que provocaram inúmeras vítimas e muito sofrimento", lamentou o papa durante a bênção do Angelus em sua residência de Castelgandolfo, na Itália.

Eleições

No sábado, o ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid al-Muallem, assegurou que o país realizará eleições legislativas antes do fim do ano e que as urnas servirão como "árbitro" nas reformas anunciadas por Assad. O chefe da diplomacia síria acrescentou que o Parlamento eleito no pleito revisará as leis que foram adotadas para decidir sobre elas.

Assad promulgou na quinta-feira passada decretos legislativos 100, referente à Lei de Partidos, e o 101, sobre a Lei de Eleições Gerais, que abrem o país ao multipartidarism o. A oposição síria, no entanto, rejeitou as mudanças , ao colocar em dúvida a efetividade das reformas e questionar a demora após meses de protestos e milhares de mortes.

*Com AP e AFP

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