Forças sírias abrem fogo contra opositores durante protestos

Ao menos oito foram mortos em manifestações contrárias ao governo do presidente Bashar al-Assad nesta sexta-feira

iG São Paulo |

Forças de segurança sírias abriram fogo contra opositores durante protestos contrários ao governo, nesta sexta-feira, matando ao menos oito pessoas.

De acordo com ativistas, três foram mortos em Qatana, subúrbio da capital Damasco, enquanto quatro foram mortos no vilarejo de Dael e uma outra pessoa morreu em Zabadani, perto da fronteira com o Líbano. Manifestantes também saíram às ruas em Damasco, na cidade litorânea de Banias e na cidade de Homs.

AFP
Imagem retirada do YouTube mostra opositor ao governo rasgando pôster de ex-presidente sírio Hafez al-Assad, pai do atual líder Bashar al-Assad, em Homs, na Síria (25/5)
Os incidentes ocorreram durante repressão a um protesto na madrugada de quinta para sexta-feira em Dael e também durante o dia, depois das orações da sexta-feira.

Muitos ativistas têm optado por manifestações noturnas e vigílias à luz de velas em dias recentes, com o objetivo de protestar num período em que a presença de policiais é menor.

Segundo grupos de direitos humanos, a repressão do governo do presidente Bashar al-Assad deixou mais de 1 mil mortos e mais de 10 mil presos nos últimos dois meses. Em 13 de maio, a ONU afirmou que a estimativa da oposição feita até então sobre o número de mortos, de 850, era provável.

O governo expulsou vários jornalistas estrangeiros do país e deteve ou proibiu repórteres de veículos internacionais de trabalhar.

Reunião do G8

Reunidos em Deauville, França, líderes do G8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo e Rússia) disseram estar "horrorizados" com as "repetidas e graves violações aos direitos humanos no país", afirmando que  "analisarão medidas" caso Damasco continue a utilizar da força.

"Estamos horrorizados com a morte de centenas de manifestantes pacíficos como resultado do uso da violência na Síria e por repetidas e graves violaçãos aos direitos humanos", afirma o comunicado final do grupo.

Em um rascunho prévio, o parágrafo dedicado à Síria ameaça "considerar uma ação no Conselho de Segurança das Nações Unidas", mas não estava claro se a frase faria parte do texto final por causa da oposição russa, informou uma fonte diplomática.

Os líderes do G8 pedem às "autoridades a cessar imediatamente o uso da força contra o povo sírio e a responder às suas legítimas demandas de liberdade de expressão e direitos universais", diz o texto. "Também pedidos a libertação de todos os presos polítocos na Síria."

*Com AP, EFE e AFP

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