Forças pró-Kadafi retomam ataques no leste da Líbia

Cidades de Ajdabiya e Brega são bombardeadas pelo segundo dia consecutivo e rebeldes reforçam segurança de área petrolífera

iG São Paulo |

Forças leais ao presidente da Líbia, Muamar Kadafi, voltaram a atacar cidades no leste do país nesta quarta-feira, na tentativa de retomar áreas controladas por opositores. As cidades de Ajdabiya e Brega foram bombardeadas pelo segundo dia consecutivo, segundo testemunhas.

Em Brega, uma bomba teria sido lançada entre uma importante área petrolífera e o aeroporto. Os rebeldes reforçaram a segurança de pontos estratégicos da cidade, onde homens montam guarda armados com metralhadoras.

Na quarta-feira, a cidade foi palco de confrontos entre forças pró e contra Kadafi. Segundo testemunhas, os governistas chegaram a retomar o controle de Brega, mas depois foram expulsos pelos opositores .

O assalto na cidade portuária foi a primeira grande contraofensiva do regime no leste rebelde do país, onde a população com apoio de unidades desertoras do Exército se rebelaram e expulsaram o poder de Kadafi durante as duas últimas semanas.

Na semana passada, as forças pró-Kadafi se concentraram no oeste, assegurando seu reduto na capital do país, Trípoli, e tentando retomar cidades rebeldes próximas com pouco sucesso.

O ataque das forças de Kadafi pareceu ser um esforço mais amplo do governo de assegurar o controle sobre estratégicas instalações de petróleo na região oriental do país, que foi capturada pelos rebeldes durante as duas últimas semanas.

A ofensiva levou os rebeldes a pedir ajuda militar estrangeira para "colocar o prego no caixão" de Kadafi, que está no poder desde 1969.

A oposição líbia, que controla a região oriental do país, pediu nesta quarta-feira à ONU que autorize bombardeios contra as forças leais de Kadafi, indicou um porta-voz opositor.

"Pedimos às Nações Unidas e a todos os organismos internacionais que autorizem ataques aéreos contra posições e redutos de mercenários", declarou o porta-voz dissidente, Abdel Hafiz Ghoqa, em Benghazi.

Ele indicou que os mercenários são provenientes de países como Níger, Mali e Quênia, e foram recrutados por Kadafi para contra-atacar as rebeliões do país.

Antes do apelo, o líder líbio advertiu contra uma intervenção externa, afirmando que milhares de líbios morrerão se os Estados Unidos, a Otan ou qualquer potência internacional lançar uma ofensiva no país. O pedido de intervenção militar é sensível para os países ocidentais, desconfortavelmente cientes de que o Iraque sofreu anos de derramamento de sangue e violência da Al-Qaeda depois da invasão dos EUA e seus aliados, em 2003, para derrubar o ditador Saddam Hussein.

Com AP, AFP e Reuters

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