Forças leais a Kadafi disparam 10 foguetes de Bani Walid

Ataque provocou tiroteio entre patrulhas rebeldes e partidários do líder líbio, deixando um morto

iG São Paulo |

Forças leais a Muamar Kadafi dispararam nesta quinta-feira pelo menos dez foguetes de Bani Walid, um dos últimos redutos do líder líbio, que continua foragido. Os projéteis caíram perto dos rebeldes que cercam a cidade e forçam a rendição dos partidários.

AP
Líbios preparam um projétil entre Tarhouna e Bani Walid, a sudeste de Trípoli

Os disparos foram seguidos de um tiroteio entre uma patrulha e jovens partidários a Kadafi que estavam em um carro civil. Um dos atiradores do líder líbio foi morto. A fumaça dos foguetes podia ser vista em Wadi Dinar, a 20 km do local dos lançamentos.

Bani Walid, situada a 140 km a sudeste de Trípoli, se tornou um foco da luta contra os kadafistas, desde que autoridades afirmaram que o local é o provável paradeiro de um grande número de legalistas do regime, incluindo o filho de Kadafi Seif al-Islam.

O Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político dos rebeldes, tem tentado negociar uma resolução pacífica em locais do país africano ainda controlados, que incluem Bani Walid, Jufra e Sirtre, onde o líder líbio nasceu.

Um comandante do CNT afirmou que as forças presentes em Bani Walid aguardavam o ultimato para o final das negociações, marcado para esse sábado. "Até lá, não vamos nos mexer. Nós vamos nos defender dos ataques, mas isso é tudo", disse Rafa al-Jeibi.

Mais cedo, Kadafi desmentiu, por meio de um telefonema, os boatos de que tivesse fugido para Níger . O seu paradeiro continua no centro das especulações, embora o CNT e os oficiais ocidentais afirmem que não há razões para acreditar que ele tenha deixado a Líbia.

Na mensagem por telefone, transmitida pelo canal de TV sírio Al-Rai, Kadafi descartou as especulações de que ele havia fugido para o sul. "Os jovens estão agora escalados para deferir ataques contra os 'ratos' em Trípoli e para eliminar os mercenários. Eles são triviais. Seus mestres vão abandoná-los".

Oficiais do Níger disseram recentemente que pelo menos três comboios com integrantes das forças leais a Kadafi atravessaram a fronteira de seu país. Esse fato levou aos rumores de que o próprio líder estivesse entre eles.

Fathi Baja, um porta-voz do CNT, disse que autoridades de transição tinham enviado um grupo para a capital da Níger, Niamey, no intuito de discutir os planos para uma possível chegada de Kadafi.

Victoria Nuland, do Departamento de Estado americano, afirmou ter entendido que os partidários de Kadafi presentes nesses comboios estavam sendo "monitorados de perto" em Niamey.

Oficiais do CNT afirmaram também nesta quinta-feira que Kadafi vendeu reservas de ouro do país, desde que as revoltas ganharam fprça, entre abril e maio. O novo presidente do Banco Central, Qassim Azzuz disse que 29 toneladas de ouro - algo em torno de 20% das reservas - foram vendidas para cobrir salários.

Ele também garantiu que nenhum ouro foi roubado do banco central líbio. "Parte da reserva foi usada para gerar fluxo de caixa. Mas o regime anterior tinha dinheiro fora do nosso sistema bancário".

Com AP e BBC

    Leia tudo sobre: Bani WalidKadafifogueteataque

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG