Forças leais a Assad recuperam cidade de Idlib, no norte da Síria

Regime sírio disse ter respondido positivamente à proposta de Kofi Annan, que falará sexta-feira ao Conselho de Segurança

iG São Paulo |

Força militares leais ao regime de Bashar al-Assad recuperaram nesta quarta-feira o controle total da cidade de Idlib, no norte da Síria , depois da retirada dos rebeldes.

Segundo fontes do Exército Livre Sírio (ELS), o recuo das forças opositoras foi tático, e as tropas do regime tomaram controle da cidade depois de passar a noite na entrada de alguns bairros em Idlib.

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Imagem de video Amador mostra explosões na cidade de Idlib
"As brigadas de Assad entraram hoje em Idlib e lançaram campanhas de detenções, assassinatos e torturas", assegurou o ELS, integrado por soldados desertores.

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Aitivistas disseram que forças governamentais fizeram o mesmo que haviam feito em outras cidades, ou seja, "invadiram, violaram mulheres, roubaram e destruíram o interior das casas".

Opositores realizaram uma retirada tática da cidade para evitar um maior derramamento de sangue. "O ELS recuou porque com suas armas leves não pode fazer frente durante muito tempo às tropas de Assad, que usam artilharia pesada", precisou o número 2 do ELS, Malek al-Kurdi.

O dissidente acrescentou que as forças leais ao regime também chegaram também a dois povoados de Latakia. Kurdi disse ainda que até agora o ELS não recebeu armas de nenhum país, "só dinheiro de sírios no exterior", embora tenha lembrado que o Conselho Nacional Sírio (CNS), o principal órgão da oposição do país, se comprometeu a dar-lhes apoio financeiro, o que espera chegar em poucos dias.

Kofi Annan

O enviado especial conjunto da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan , irá discursar para o Conselho de Segurança na sexta-feira sobre sua missão de paz para a Síria, onde protestos pró-democracia se transformaram em uma sangrenta turbulência.

Diplomatas do conselho dizem que a avaliação de Annan sobre a crise será crucial para uma proposta dos Estados Unidos e de seus aliados europeus para aprovar uma resolução contra o país. A Rússia e a China vetaram por duas vezes esboços de resoluções condenando a Síria.

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Hana, 12 anos, faz sinal de vitoria ao lado de sua irmã, Eva, 13 anos, durante recuperação de ataque das forças sírias em Idlib
Espera-se que as negociações sobre uma nova resolução sejam aceleradas após o discurso de Annan, afirmaram diplomatas. Ainda não está claro se a Rússia apoiaria a resolução sobre a Síria, onde protestos contra o presidente Bashar al-Assad começaram há um ano.

O governo sírio afirmou nesta quarta-feira ter respondido positivamente às propostas de Annan para acabar com a escalada de violência que matou milhares de civis. O porta-voz de Annan, no entanto, declarou que a resposta do país ainda gerava dúvidas. 

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O ex-secretário-geral da ONU, que irá falar para o conselho por meio de uma vídeo conferência, encontrou-se com Assad em Damasco no fim de semana e destacou propostas que incluem o fim dos confrontos, o acesso humanitário e o início de um diálogo político com a oposição.

*Com EFE e Reuters

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