Forças e partidários do governo da Síria atiram em opositores

Manifestantes reunidos próximo à mesquita na cidade portuária de Banias foram atacados por militares e civis pró-regime

iG São Paulo |

Forças de segurança e partidários do governo da Síria atacaram manifestantes na cidade portuária de Banias neste domingo. Segundo testemunhas, a repressão a um protesto que reuniu centenas de moradores deixou ao menos quatro mortos.

As agências internacionais de notícias não conseguiram confirmar as informações oficialmente devido às restrições ao trabalho de jornalistas estrangeiros no país. Além disso, os serviços de telefone e internet estavam instáveis em Banias, impedindo a imprensa de falar com moradores.

Uma testemunha ouvida pela AP disse que centenas de manifestantes estavam reunidos próximo à mesquista de al-Rahman quando forças de segurança e homens armados e vestindo roupas de civis abriram fogo.

Outros ativistas confirmaram que o ataque tinha acontecido, em entrevista à AP. "Maifestações estão ocorrendo ao redor da cidade e as pessoas estão cantando hinos contra o regime", disse o advogado Haitham al-Maleh.

A Síria vive uma onda de protestos desde o dia 18 de março, quando moradores de Deraa protestaram contra a detenção de 15 crianças por terem escrito frases contra o governo em um muro. No dia 23, violentos confrontos aconteceram depois que as forças de segurança ameaçaram invadir uma mesquita. A justificativa era a de que a mesquita estava sendo usada por gangues para estocar arma e transformar crianças em escudos humanos.

Centenas de pessoas se reuniram no local para impedir a invasão. Há relatos de que as forças de segurança dispararam indiscriminadamente contra a multidão, o que governo nega. O regime tem atribuído os atos de violência a "desordeiros" que desejam espalhar o pânico entre a população e prometeu investigar as mortes.

Os protestos são a maior ameaça já enfrentada pelo presidente da Síria, Bashar al-Assad, de 45 anos, que sucedeu seu pai, Hafez, depois de sua morte em 2000.

Na tentativa de conter a onda de protestos, o governo prometeu estudar o relaxamento de leis que governam a mídia e o sistema de partidos políticos, assim como o estabelecimento de leis anticorrupção. No entanto, a promessa não foi considerada suficiente pelos manifestantes.

Com AP e BBC

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