Forças de Kadafi entram na cidade petrolífera de Brega

Confronto entre tropas pró-regime e grupos rebeldes teria ocorrido durante a madrugada, segundo testemunhas e TV estatal

iG São Paulo |

As tropas do ditador líbio Muamar Kadafi entraram neste domingo em Brega, cidade petrolífera situada a 200 quilômetros ao sudoeste de Benghazi e que estava sob controle dos opositores ao regime, segundo relatos de testemunhas e da TV estatal líbia. Os bombardeios intensos teriam ocorrido  durante a madrugada, com a utilização de vários tanques e artilharia pesada contra os grupos rebeldes.

"Durante a noite, as forças de Kadafi atacaram o aeroporto de Brega, onde enfrentaram os rebeldes", declarou Ayman al Moghrabi, um médico que participa das operações de apoio aos combatentes de Ajdabiya, também situada ao sudoeste de Benghazi. Outra testemunha, o anestesista Osama Jazwi, também relatou o bombardeio da região. "Os rebeldes deixaram Brega. Ela foi evacuada", disse. A TV estatal líbia relatou a ocupação alegando que Brega agora estava a salvo e que seus moradores poderiam retomar sua vida normal.

AP
Opositores ao regime em Brega, antes de a cidade ser tomada pelas forças pró-Kadhafi
A operação é parte da intensa ofensiva lançada nos últimos dias pelas forças pró-Kadafi sobre os territórios controlados pela oposição . Foram fixados como alvo, além de Brega, pontos estratégicos como a cidade portuária de Misrata, localizada entre Sirte e a capital, Trípoli.

Ainda segundo relatos, as forças do ditador líbio teriam expulsado os rebeldes de outra cidade petrolífera, Ras Lanuf, situada mais ao leste. Nesse caso, o confronto teria ocorrido em uma estrada considerada estratégica para o acesso à região costeira.

No ataque, as tropas de apoio a Kadhafi teriam usado tanques e aviões contra rebeldes munidos de armas leves e metralhadoras montadas em camionhetes. "O povo líbio precisa de ajuda. Estamos em perigo. O leste está em perigo", disse neste domingo Abdel Hadi Omar, um rebelde civil, em área próxima de Ajdabiyah.

*Com AFP e Reuters

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