Forças da Líbia travam combate com tropas tunisianas

Confrontos ocorreram quando forças pró-Kadafi lançaram ataque do outro lado da fronteira contra rebeldes líbios opositores

iG São Paulo |

AFP
Rebeldes líbios no distrito líbio de Nalut, perto da fronteira com a Tunísia
Forças fiéis ao líder líbio, Muamar Kadafi, adentraram a vizinha Tunísia e travaram um combate armado com tropas tunisianas na cidade fronteiriça de Dehiba, nesta sexta-feira, conforme o conflito na Líbia avança para além das fronteiras do país.

Forças pró-Kadafi dispararam projéteis contra Dehiba, danificando edifícios e ferindo ao menos um morador. De acordo com testemunhas locais, um grupo deles entrou na cidade em um caminhão.

As tropas do governo líbio buscavam rebeldes anti-Kadafi da irrequieta região das Montanhas do Oeste, que fugiram para a Tunísia nos últimos dias depois que as forças leais ao líder líbio retomaram os postos de controle anteriormente tomados pelos rebeldes.

Segundo moradores, projéteis caíram sobre a cidade vindos de posições pró-Kadafi na fronteira da Líbia.

Também nesta sexta-feira, o regime líbio ameaçou atacar qualquer embarcação que entrar no porto de Misrata, na Líbia, advertindo que a ajuda destinada à cidade deverá ser enviada "por via terrestre e sob a supervisão do Exército", segundo nota lida na televisão oficial.

Viagra

Na quinta-feira, a embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas, Susan Rice, disse ao Conselho de Segurança que as tropas leais ao líder líbio, Muamar Kadafi, estão cada vez mais recorrendo à violência sexual, e que alguns soldados têm recebido doses de Viagra .

A acusação havia surgido inicialmente em um jornal britânico. O medicamento Viagra, do laboratório Pfizer, é usado contra a impotência sexual masculina.

Se for verdade que os soldados de Kadafi estão recebendo Viagra, disseram diplomatas presentes na reunião com Rice, isso indicaria que eles estão sendo estimulados por seus comandantes a estuprar mulheres para aterrorizar a população em áreas que apoiam os rebeldes.

*Com AFP e EFE

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