Filho de Kadafi é agredido em prisão na Líbia

Segundo advogado, Seif al-Islam foi posto em total isolamento e agredido com socos por milícia

iG São Paulo |

AP
Filho de Muamar Kadafi, Seif al-Islam, gesticula enquanto fala a partidários e à imprensa em Trípoli (10/3/2011)
Seif al-Islam , filho do ditador líbio Muamar Kadafi , morto em outubro , foi agredido fisicamente na prisão de Zenten, 180 km ao sul de Trípoli, capital da Líbia.

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Em comunicado, Segundo Xavier-Jean Keita, principal advogado do escritório do Conselho Público para a Defesa, disse que Seif foi colocado em total isolamento por uma milícia e foi agredido com socos. Ele disse ainda que Seif sofre de graves problemas nos dentes por falta de tratamento dentário.

"Ele foi colocado em completo isolamento e só pode receber as visitas dos oficiais e das autoridades líbias (encarregados das) investigações", continuou ele.

A representação pediu aos juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) para tomar as medidas necessárias junto às autoridades líbias para acertar um segundo encontro.

Na quarta-feira, a corte já havia pedido à Líbia, pela segunda vez, que lhe entregasse diretamente Seif al-Islam. Os juízes haviam recusado uma solicitação da Líbia para um adiamento da transferência do preso para poder julgá-lo em Trípoli.

Após o mandado de prisão expedido pela TPI, Seif al-Islam, de 39 anos, foi detido em 19 de novembro no sul da Líbia.

Preso em Zenten, o filho de Kadhafi é suspeito de crimes contra a humanidade desde 15 de fevereiro de 2011, durante a revolta popular que se transformou em guerra civil e levou à queda de Kadafi.

Direito de defesa

Segundo Keita, Seif al-Islam tampouco teve "oportunidade de eleger livremente ou se comunicar com um advogado de sua escolha". "Ele está detido pelas autoridades líbias há 139 dias, sem ter se apresentado perante um juiz, sem ter tido a possibilidade e os meios de entrar em contato com sua família e seus amigos, nem mesmo de receber visita deles", afirmou a mesma fonte.

Segundo o advogado, o filho de Kadafi "foi informado pelas autoridades que era objeto de uma investigação fundamentada em acusações de pouca importância, como a posse ilegal de camelos e a exploração de piscicultura sem autorização".

*Com AFP

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