Ex-vice de Hosni Mubarak quer ser presidente no Egito

Apesar de ter dito que não disputaria, Omar Suleiman espera conseguir as 30 mil assinaturas para se candidatar

iG São Paulo |

O ex-chefe de inteligência do governo de Hosni Mubarak e vice-presidente egípcio, Omar Suleiman, quer ser candidato às eleições previstas para maio, embora recentemente tenha assegurado que não disputaria as eleições.

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O anúncio do vice do ex-líder Hosni Mubarak, que deixou o poder em fevereiro do ano passado, foi feito na sexta-feira, dois dias antes do prazo de encerramento da apresentação de candidaturas, no domingo.

AP
Omar Suleiman é escoltado por policiais depois de inscrever candidatura no Cairo, Egito
Na sexta-feira, egípcios protestaram em um bairro do Cairo para pedir a Suleiman que se apresentasse.

"O chamado que fizeram é uma ordem e sou um soldado que nunca desobedeceu a nenhuma ordem na vida (...). Só quero responder ao chamado e participar das eleições apesar dos obstáculos e das dificuldades", disse Suleiman em comunicado, segundo a agência oficial Mena. "Fiquei muito comovido por sua posição forte e sua insistência em mudar as coisas", afirmou Suleiman.

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Suleiman afirmou que precisa obter as assinaturas e o apoio necessários para a validação de sua candidatura e prometeu "mobilizar todos os esforços possíveis para (...) realizar a mudança esperada, completar os objetivos da revolução e realizar as esperanças do povo egípcio".

Para conseguir a candidatura, os aspirantes precisam de 30 mil assinaturas ou o apoio de um partido do Parlamento.

A eleição presidencial, cujo primeiro turno está previsto para os dias 23 e 24 de maio, será a primeira desde a queda de Mubarak, após uma revolta popular contra o governo, seguindo a onda da chamada Primavera Árabe .

O Exército, que chefia o país depois da queda de Mubarak, reiterou que transmitirá o poder no fim de junho ao vencedor das eleições.

A Irmandade Muçulmana, grupo proibido durante o regime de Mubarak e que domina o Parlamento, nomeou um de seus dirigentes, Jairat al Chater, como candidato.

*Com AFP

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