Ex-presidente do Iêmen deixa os EUA após tratamento médico

Saleh saiu de Boston em direção a Etiópia depois de ter tratado ferimentos sofridos durante tentativa de assassinato em 2011

iG São Paulo |

O ex-presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, deixou os EUA após ter passado por um tratamento médico que durou mais de três semanas. Autoridades americanas informaram que o líder deixou Boston na noite de quarta-feira, em direção a Addis Ababa, na Etiópia.

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AP
Presidente iemenita Ali Abdullah Saleh conversa com repórteres do país em Sanaa (22/1)

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Os oficiais afirmaram desconhecer os futuros planos de Saleh. Ele chegou aos EUA em janeiro para tratar as queimaduras sofridas durante uma tentativa de assassinato no ano passado.

Saleh manifestou repetidamente planos para voltar ao Iêmen, onde seu vice, Abd-Rabbu Mansour Hadi, vai assumir a presidência depois das eleições de terça-feira - que tinham Hadi como candidato único - que encerraram o regime de 33 anos de Saleh.

O ex-presidente, de 69 anos, foi um aliado dos Estados Unidos de longa data, mas Washington apoiou um acordo do Conselho de Cooperação do Golfo para acelerar a sua saída , tornando-o o quarto líder árabe deposto pelas revoltas da Primavera Árabe, depois de Tunísia, Egito e Líbia.

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Os Estados Unidos e a Arábia Saudita temem confrontos no empobrecido país, que enfrenta desafios de segurança e é a base operacional do braço regional da Al-Qaeda.

Nesta quinta-feira, os oficiais do Iêmen afirmaram que uma pessoa foi mortqa e seis ficaram feridas depois que policiais tentaram pôr fim em um ataque de separatistas do sul em um protesto de opositores políticos.

As autoridades afirmaram que os confrontos ocorreram na cidade de Mukalla, na província de Hadarmout, ao sul do país. Eles afirmam que dezenas de separatistas do sul tentaram invadir um protesto pacífico que apoiava um Iêmen unificado.

Segundo os oficiais, que falaram em condição de anonimato, os separatistas jogaram pedras contra os manifestantes, levando as forças de segurança a atirar para dispersá-los. Muitos iemenitas do sul reclamam de negligência e preconceito das autoridades nacionais e pedem por independência.

Com Reuters e AP

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