Exército egípcio não fará mais 'teste de virgindade' em detidas na Praça Tahrir

Presas durante manifestações contra ex-presidente Hosni Mubarak, mulheres foram submetidas a exames depois de acusações de estupro

iG São Paulo |

O Exército do Egito prometeu que não realizará mais "testes de virgindade" em mulheres detidas, indicou nesta segunda-feira a organização de direitos humanos Anistia Internacional.

"O chefe dos serviços de inteligência militar prometeu à Anistia Internacional que o Exército não realizará mais 'testes de virgindade' forçados", indicou um comunicado do grupo.

A organização de defesa dos direitos humanos havia denunciado a realização desses "testes" em manifestantes detidas na Praça Tahrir, no Cairo, em 9 de março, com base em depoimentos das vítimas.

Segundo a organização não governamental, o chefe dos serviços de inteligência militar, Abdel Fatah al-Sisi, reconheceu que "foram efetuados testes de virgindade" nas presas, durante encontro com o secretário-geral da Anistia, Salil Shetty. Segundo o oficial, os exames serviram para proteger o Exército de possíveis acusações de estupro.

Dentre as vítimas de estupro durante a revolta popular que levou à queda do ex-presidente Hosni Mubarak no Egito, está a repórter Lara Logan , da rede de TV americana CBS. A correspondente estava na Praça Tahrir, epicentro dos protestos, para preparar uma reportagem para o programa 60 Minutes no dia 11 de fevereiro quando foi afastada de seu produtor e guarda-costas por um grupo de homens que rasgou suas roupas, tocou e agrediu seu corpo.

*Com AFP

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