Exército da Síria ataca Latakia pelo quarto dia consecutivo

De acordo com ativistas, violenta operação militar já deixou pelo menos 35 mortos desde sábado

iG São Paulo |

AP
Imagem de vídeo publicado na internet que diz mostrar tanques em Latakia, na Síria
O Exército da Síria retomou nesta terça-feira o ataque à cidade de Latakia, no quarto dia consecutivo de uma violenta operação militar que já deixou 35 mortos, de acordo com ativistas.

De acordo com testemunhas, tiros de metralhadora foram ouvidos nos bairros mais pobres de Latakia: Al-Shaab, Ein Tamra e Al-Ramel, que abriga um campo de refugiados palestinos .

“Estão prendendo pessoas o tempo todo”, afirmou um morador de Latakia que conseguiu fugir da cidade na segunda-feira. “Nenhum lugar é seguro.”

A agência oficial Sana afirmou que os soldados estavam buscando “terroristas armados” em Al-Ramel e que tinham desativado explosivos e minas plantadas por eles. A Sana também informou que as tropas começaram a deixar a cidade de Deir el-Zour, alvo de violenta operação militar na semana passada, após “limparem” o local de “gangues terroristas”.

De acordo com ativistas, outras duas mortes teriam sido registradas na segunda-feira nas cidades de Homs e Houla, onde soldados abriram fogo contra manifestantes. Nesta terça-feira, um homem teria morrido no hospital em Deir el-Zour.

Refugiados palestinos

Na segunda-feira, o porta-voz da Agência aos Refugiados Palestinos no Oriente Médio (UNRWA, na sigla em inglês), Christopher Gunness, disse que entre 5 mil e 10 mil refugiados palestinos deixaram o campo de Al-Ramel.

“Não temos ideia de onde essas pessoas estão, não sabemos quantos deles foram feridos ou estão morrendo, ou mesmo se são idosos, mulheres ou crianças, disse Gunness, ao acrescentar que alguns refugiados foram aconselhados pelo governo sírio a deixar o campo de refugiados na cidade litorânea.

Segundo o porta-voz, a situacao no campo para refugiados é alarmante e a UNRWA deve precisa acesso ao local para saber o que está, de fato, acontecendo na cidade.

Também na segunda-feira, o ministro de Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, disse que as operações militares do governo sírio contra civis precisam parar imediatamente. Davutoglu disse que essa é a "palavra final" do governo turco e reforçou o coro internacional contra Assad.

Paralelamente, o primeiro-ministro da Jordânia, Marouf al-Bakhit, também pediu que a repressão síria contra o levante popular que já dura cinco meses termine imediatamente, acrescentando que a implementação acelerada de reformas traria estabilidade ao país.

Assista ao vídeo:

Com AP, EFE e BBC

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