Buscado pelo Tribunal Penal Internacional, Abdullah al-Senussi era considerado o braço direito do ex-ditador líbio Muamar Kadafi

O ex-diretor de inteligência militar líbio do regime de Muamar Kadafi , Abdullah al-Senussi, foi detido na sexta-feira à noite no aeroporto de Nouakchott, capital da Mauritânia.

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Foto de agosto mostra Senussi em hotel em Trípoli, capital da Líbia
AP
Foto de agosto mostra Senussi em hotel em Trípoli, capital da Líbia
Considerado o braço direito de Kadafi, Senussi chegou em voo que saiu de Casablanca, no Marrocos, por volta da meia-noite (21h de Brasília) e viajava com passaporte malinês, segundo fontes de segurança.

Senussi era buscado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) desde 27 de junho, quando o órgao internacional emitiu um mandado de prisão contra ele por crimes de lesa-humanidade cometidos na Líbia desde fevereito de 2011, durante as revoltas contra forças leais a Kadafi.

De acordo com o texto do mandado, Senussi teria sido o "executor indireto" dos crimes, os quais foram cometidos sob sua responsabilidade de comando "especialmente em Benghazi, entre 15 e 20 de fevereiro de 2011".

O TPI emitiu a mesma ordem de prisão contra o filho de Muamar Kadafi, Saif al-Islam . Em novembro, as autoridades líbias anunciaram que Senussi e Saif haviam sido detidos no sul da Líbia, o que foi desmentido horas depois.

Extradição

Neste sábado, o governo de Trípoli disse que reivindicará à Mauritânia a extradição de Senussi para ser julgado na Líbia.

"Esse indivíduo cometeu crimes e massacres antes e durante a revolução. Pedimos a todos, especialmente aos nossos irmãos mauritanos que nos entreguem este criminoso para que responda por seus atos diante da justiça líbia", declarou o ministro de Justiça líbio, Khalifa Achour, à TV Al Jazeera. 

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O TPI tem competência para julgar crimes sempre e quando os envolvidos não estejam sendo procurados pelas autoridades judiciais nacionais. A Mauritânia não está entre os países signatários do Tratado de Roma que criou o Tribunal Penal Internacional.

*Com EFE

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