EUA rompem relações com Líbia; Hillary se reunirá com rebeldes

Secretária de Estado anuncia suspensão de laços com missão diplomática de Kadafi nos EUA e viagem a Egito e Tunísia

iG São Paulo |

O governo dos Estados Unidos rompeu relações diplomáticas com o regime político de Muamar Kadafi ao suspender os laços com a representação da Embaixada da Líbia em Washington, anunciou nesta quinta-feira a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

AP
Hillary falou sobre a Líbia em Washington, nesta quinta-feira
"Estamos suspendendo nossas relações com a embaixada líbia atual, de modo que esperamos deles que encerrem suas atividades (nos EUA)", declarou em uma audiência da Comissão de Dotações Orçamentárias da Câmara dos Representantes.

No Capitólio, a secretária de Estado anunciou que se reunirá com os rebeldes líbios nos EUA e durante uma viagem que fará ao Egito e à Tunísia na semana que vem. "Estamos contatando a oposição dentro e fora da Líbia. Me reunirei com alguns de seus membros aqui e na viagem da próxima semana para discutir o que mais os EUA e outros (países) podem fazer (para os líbios)", afirmou.

A viagem de Hillary será sua primeira a esses países após as revoltas populares que depuseram os respectivos líderes Hosni Mubarak e Zine el Abidine Ben Ali. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley, indicou em comunicado que Hillary viajará de 14 a 15 de março a Paris, onde participará de reuniões do G8 (bloco dos países ricos) e depois visitará Egito e Tunísia entre 15 e 17 de março.

Ação

Na audiência, Hillary reiterou a posição de que Washington não agirá unilateralmente contra o regime de Kadafi. Segundo a secretária de Estado, a autorização internacional é crítica para qualquer pressão militar americana para que Kadafi deixe o poder.

Hillary falou enquanto os EUA e seus aliados discutem a possível imposição de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia e outras opções. Segundo ela, o bloqueio aéreo teve efeito limitado contra Slobodan Milosevic durante as guerras dos Bálcãs e contra Saddam Hussein no Iraque.

*Com EFE, AFP e AP

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