EUA pressionam ONU enquanto confrontos seguem na Líbia

Potências discutem zona de exclusão aérea para conter forças pró-Kadafi, que avançam em redutos de rebeldes

iG São Paulo |

Os Estados Unidos aumentaram a pressão pela adoção de medidas restritivas contro o líder da Líbia, Muamar Kadafi, no momento em que tropas leias ao coronel avançam em cidades ocupadas por rebeldes.

Forças governistas dizem ter capturado Ajdabiya, a última cidade no caminho de Benghazi, que se converteu na capital improvisada dos milicianos anti-Khadafi. Os rebeldes negam a informação e dizem ter resistido aos ataques dos governistas.

Reuters
Soldados pró-Kadafi posam para foto durante visita guiada de jornalistas à fronteira oeste de Ajdabiyah (16/03)

O morador Abdel Bari Zewi disse à agência Reuters que viu pelo menos 30 corpos na quarta-feira, quando houve choques entre governistas e opositores. "As forças de Gaddafi cercaram Ajdabiyah de todas as direções e há confrontos violentos para o leste e o sul", afirmou.

Nesta quinta-feira, a TV estatal Líbia também disse que o regime teria recuperado a cidade de Misrata, notícia também negada pelos rebeldes. A oposição disse, ainda, ter derrubado dois aviões das forças pró-Kadafi que tentaram bombardear Benghazi.

O avanço das tropas em cidades ocupadas por rebeldes faz crescer o temor de que um grande número de mortes aconteça se a ONU não agir rapidamente. Os Estados Unidos dizem estar preparados para apoiar a imposição de um bloqueio aéreo sobre a Líbia, mas afirmam que o Conselho de Segurança da ONU deve estar preparado para aprovar uma resolução que imponha medidas ainda mais restritivas.

A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, acredita que a criação de um bloqueio aéreo talvez não seja o suficiente para proteger a população da Líbia.

"A posição dos Estados Unidos é a de que nós precisamos estar preparados para contemplar passos que estabeleçam, e possivelmente vão além, uma zona de exclusão aérea, já que esse tipo de medida possui limitações inerentes em termos de proteção de civis que estão sob risco imediato'', afirmou Rice.

Na quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU deu início a longas e difíceis negociações para a aprovação de uma resolução autorizando um bloqueio aéreo.

Em princípio, os Estados Unidos haviam manifestado restrições em relação à imposição de uma zona de exclusão aérea, assim como Alemanha, Rússia e China.

Na Europa, Grã-Bretanha e França foram os mais fortes defensores de um bloqueio aéreo. Os países que integram a Liga Árabe também se manifestaram favoravelmente, após uma hesitação inicial.

A Rússia e a China possuem sérias restrições em relação a uma ação militar, assim como a China. Como contrapartida, os russos propuseram uma resolução impondo primeiro um cessar-fogo. De acordo com diplomatas ocidentais, a proposta foi rejeitada por ter sido considerada excessivamente branda.

Com Reuters e BBC

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