EUA estudam aplicar novas sanções contra a Síria

Para condenar 'violência brutal', governo americano pode congelar ativos e proibir negócios entre os dois países

BBC Brasil |

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Os Estados Unidos estão analisando a possibilidade de aplicar novas sanções contra a Síria em razão do que descrevem como "violência brutal" contra manifestantes, disse nesta segunda-feira um porta-voz da Casa Branca.

"Os Estados Unidos estão buscando uma série de opções possíveis, incluindo sanções", disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Tommy Vietor. "A violência brutal empregada pelo governo da Síria contra seu povo é completamente deplorável", disse.

As sanções poderiam incluir o congelamento de ativos e a proibição de negócios com os Estados Unidos. De acordo com Vietor, as novas sanções teriam o objetivo de responder à repressão do governo sírio contra os manifestantes e "deixar claro que esse comportamento é inaceitável".

Na última sexta-feira, Obama já havia condenado o uso da força pelo governo sírio.

ONU

Relatos de oposicionistas sírios indicam que pelo menos 20 pessoas foram mortas nesta segunda-feira na cidade de Deraa , um dos principais focos dos protestos, onde o Exército da Síria entrou com tanques e tropas.

Ativistas dizem que mais de 350 pessoas morreram desde o início das manifestações, em março. Não há, no entanto, informações independentes sobre o número total de mortos.

Também nesta segunda-feira, a Grã-Bretanha e outros países europeus circularam no Conselho de Segurança da ONU um esboço de declaração condenando a violência na Síria. O documento deve ser discutido em uma reunião fechada do Conselho de Segurança, em Nova York, na terça-feira.

Segundo diplomatas, o texto pede moderação por parte do governo sírio e apoia o chamado do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, por uma investigação sobre a morte de manifestantes.

AP
Imagem de vídeo feito por ativistas da oposição mostram homem jogando pedra contra tanque em Deraa, na Síria (24/04)

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