EUA dizem que seria ilegal armar rebeldes na Líbia

"Eu entendo que a ONU impôs um embargo de armas à Líbia. Não é ao governo da Líbia", diz Philip Crowley, do Departamento de Estado

EFE |

A Casa Branca disse nesta segunda-feira que armar os rebeldes líbios era uma opção analisada pelos EUA, mas depois o Departamento de Estado garantiu que o embargo sobre armas para a Líbia, aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU, impediria a manobra.

Tanto o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, como seu colega no Departamento de Estado, Philip Crowley, foram questionados nesta segunda-feira em suas respectivas entrevistas de imprensa sobre a informação publicada pelo jornal britânico "The Independent" de que os EUA teriam pedido à Arábia Saudita que prestasse socorro militar aos rebeldes líbios, para evitar se envolver diretamente no conflito.

"A opção de fornecer ajuda militar está sobre a mesa porque nenhuma opção foi eliminada", afirmou Carney, mas também lembrou que a aplicação do embargo total de armas para a Líbia, aprovado pelo Conselho de Segurança, está sendo ativamente debatido atualmente.

As declarações de Carney levaram pouco depois a uma confusão quando seu colega no Departamento de Estado assegurou que a resolução da ONU significa que "é uma violação para qualquer país fornecer armas para a Líbia".

"Seria ilegal para os EUA fazer isso", acrescentou Crowley. Perguntado se essa opção fica descartada, o porta-voz disse, "bom, não é uma opção legal". "Eu entendo que a ONU impôs um embargo de armas à Líbia. Não é ao governo da Líbia. É à Líbia", ressaltou.

Atualmente, os EUA se centram na situação humanitária, mas seguirão consultando todas as opções possíveis com seus parceiros da comunidade internacional, dado que há muitas alternativas disponíveis, destacou.

"Mas atualmente, baseado na resolução atual do Conselho de Segurança, isso não incluiria armar nenhum grupo rebelde na Líbia", reiterou o porta-voz.

EUA e Otan

O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira que os EUA e a Organização do Atlântico Norte (Otan) ainda consideram uma resposta militar para a violência na Líbia . Falando na Casa Branca, Obama disse que os EUA ficarão ao lado da população líbia enquanto ela enfrenta uma violência "inaceitável". Ele também disse que autorizou um adicional de US$ 15 milhões em auxílio humanitário ao país.

AP
O presidente dos EUA, Barack Obama (à dir.), ao lado da premiê australiana, Julia Gillard, durante encontro na Casa Branca

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