EUA denunciam detenção de três americanos na Síria

Porta-voz do Departamento de Estado americano não deu maiores detalhes sobre os cidadãos

EFE |

Washington - Três americanos foram detidos em Damasco nos últimos dias e dois deles permanecem presos, denunciou nesta terça-feira o Departamento de Estado logo após saber da renúncia do governo sírio. "Podemos confirmar a recente detenção de três cidadãos americanos em Damasco, sendo que um deles já foi liberado", disse nesta terça-feira o porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, em sua entrevista coletiva diária.

Toner não deu mais detalhes sobre os cidadãos afetados, mas criticou o fato de as autoridades sírias terem negado o pedido da embaixada americana de permitir que um funcionário de seu consulado visite os detidos.

O porta-voz se uniu à titular do Departamento de Estado, Hillary Clinton, em seu pedido para que o presidente, Bashar al-Assad, realize as reformas reivindicadas por seus cidadãos nos protestos que se iniciaram no último dia 18.

"Achamos que o presidente Assad se encontra em uma encruzilhada", disse Toner. "Definiu a si mesmo como reformista durante mais de uma década, mas não fez nenhum progresso substancial, por isso pedimos para enfrentar as necessidades e vontades do povo sírio". Quanto à renúncia do gabinete, o porta-voz indicou que "não está claro o que ocorreu".

O presidente Al-Assad, que está no poder desde a morte de seu pai, Hafez al-Assad, em julho de 2000, pronunciará na quarta-feira perante o Parlamento o que qualificou de "uma importante mensagem dirigida a todos os sírios". Milhares de pessoas mostraram nesta terça-feira seu apoio ao presidente sírio em manifestações nas principais cidades do país, em uma tentativa do regime de ganhar apoio popular perante os protestos da oposição, que já causaram dezenas de mortos.

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