EUA condenam violência no Egito

Porta-voz do presidente Barack Obama reforçou pedido de moderação com manifestantes pacíficos e jornalistas

iG São Paulo |

Os Estados Unidos criticaram, nesta quarta-feira, o governo do presidente egípcio, Hosni Mubarak, e condenaram a violência na capital do Egito, em um dia marcado por confrontos entre manifestantes pró e contra Mubarak.

Um dia depois de Obama pressionar Mubarak para desistir da reeleição em setembro e sinalizar que deixará o poder, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que os EUA "condenam a violência no Egito", o maior aliado americano do mundo árabe. "Estamos extremamente preocupados com os ataques contra jornalistas e manifestantes pacíficos. Repetimos nosso forte pedido por moderação", ressaltou Gibbs.

O anúncio foi feito depois de manifestantes contrários ao governo e partidários de Mubarak se enfrentarem no centro do Cairo. Os confrontos, de acordo com a rede de TV CNN deixaram ao menos 1 morto e 500 feridos.

O Departamento de Estado americano também pediu calma aos manifestantes do Egito. "O caminho do Egito para a mudança democrática deve ser pacífico", disse o porta-voz P.J. Crowley pelo Twitter. "A sociedade civil que o Egito quer construir uma impressa livre", completou.

Crowley disse também que quanto mais cedo o Egito tiver eleições livres e justas melhor será. De acordo com o porta-voz, os EUA querem ver o que chamam de livres, justas e críveis eleições. “Quanto antes puder acontecer, melhor”, ressaltou. Segundo ele, qualquer decisão sobre a votação presidencial depende do povo egípcio.

Reeleição

No anúncio feito na terça-feira de que não concorreria à reeleição, Mubarak sinalizou o fim de quase 30 anos de governo e um futuro incerto para o país africano.

Mas, além de não acalmar os manifestantes que pediam a sua saída, o anúncio parece não ter satisfeito Obama. No bastidores, a Casa Branca tem tentado pressionar Mubarak nas últimas 48 horas. Enviado especial dos EUA, o ex-embaixador americano no Egito Frank Wisner enviou uma mensagem ao líder egípcio em que dizia que os EUA viam o período de Mubarak à frente do poder no fim, não queriam que ele busque a reeleição e queria que ele preparasse uma transição ordenada para a real democracia.

*Com AP

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