EUA: Câmara recusa autoridade de Obama para continuar operação militar na Líbia

Casa com maioria republicana rejeitou resolução que autoriza operações militares no país, posição conta com pouco apoio no Senado, onde há mais democratas

iG São Paulo |

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou nesta sexta-feira uma resolução que autoriza as operações militares americanas na Líbia, em meio a um acalorado debate sobre a gestão do conflito no país do norte da África.

AFP
Líbio anda em meio a prédio destruído no conflito na capital líbia, Trípoli (23/6)
A medida, derrotada por 295 votos contra 123 a favor, representa o repúdio dos legisladores às operações militares ordenadas pelo presidente americano, Barack Obama, especialmente porque, segundo a maioria republicana, teriam sido realizadas sem a aprovação do Congresso.

A posição, no entanto, terá pouco efeito nas atividades dos Estados Unidos na Líbia porque conta com pouco apoio no Senado, onde os democratas predominam. A maioria dos republicanos e alguns democratas opostos à guerra criticam Obama por ter ordenado os ataques contra a Líbia sem a devida autorização do Legislativo.

A Casa Branca, por seu lado, responde que não precisava do aval do Congresso porque sua participação na Líbia se limita a tarefas de apoio, e não a “hostilidades” com tropas em solo. A diretiva conhecida por War Powers Resolution , que data de 1973 na época da Guerra do Vietnã, exige que o Executivo consulte com o Congresso antes de lançar uma operação militar no exterior e receba seu sinal verde em um prazo máximo de 90 dias.

Também nesta quinta-feira, os deputados da Casa se voltaram aos republicanos para eliminar as verbas para as operações militares na Líbia. Por 238 votos contra 180, os parlamentares se opuseram a ataques aéreos e de aviões não-tripulados, mas não nega o apoio dado pelos EUA à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

*Com EFE, AFP e AP

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