Governos de França e Itália anunciaram nesta quarta-feira que vão enviar militares para a Líbia, unindo-se à Grã-Bretanha

O presidente americano, Barack Obama, declarou-se nesta quarta-feira a favor da decisão dos aliados dos Estados Unidos de enviar assessores militares para ajudar os rebeldes líbios , embora destacando que não tem planos de enviar tropas terrestres para combater no país.

Piloto da Força Aérea francesa entra no cockpit de seu avião de caça Mirage no Aeroporto Internacional de Malta, nesta quarta-feira
Reuters
Piloto da Força Aérea francesa entra no cockpit de seu avião de caça Mirage no Aeroporto Internacional de Malta, nesta quarta-feira
"O presidente obviamente tomou conhecimento da decisão (dos aliados) e a apoia, e espera e acredita que ajudará a oposição" na Líbia, disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney.

"Mas de modo algum muda a política do presidente de não enviar efetivos americanos", acrescentou.O porta-voz foi indagado sobre o anúncio da França, que decidiu enviar assessores militares para o leste da Líbia, onde se concentram os insurgentes, seguido de decisões semelhantes por parte de Grã-Bretanha e Itália.

O regime de Muamar Kadafi advertiu que a presença de militares estrangeiros na Líbia apenas prolongaria o conflito.

Forças aliadas

Os governos de França e Itália anunciaram nesta quarta-feira que vão enviar militares para a Líbia, unindo-se à Grã-Bretanha , que fez anúncio similar na véspera. O grupo francês terá a missão de "organizar a proteção da população civil" em meio aos confrontos entre rebeldes e forças leais a Muamar Kadafi, enquanto os italianos oferecerão treinamento militar à oposição.

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