Estrelas do futebol na Líbia se unem a rebeldes contra Kadafi

Em protesto, goleiro da seleção Juma Gtat e Adel bin Issa, técnico do clube de Trípoli Al-Ahly, pediram que Kadafi deixe poder

iG São Paulo |

AP
Imagem retirada de video no YouTube mostra seleção anunciando apoio aos rebeldes líbios
Quatro integrantes da seleção líbia de futebol e outros 13 jogadores se uniram aos rebeldes líbios opositores, em um golpe para o governo de Muamar Kadafi.

O líder líbio já enfrentou uma série de deserções de autoridades e diplomatas, mas vem resistindo aos esforços dos rebeldes, apoiados pela campanha de bombardeios da Otan, para derrubá-lo após décadas no poder.

Abdel Hafiz Ghoga, vice-presidente do conselho rebelde, disse que jogadores de futebol estavam em contato com líderes da insurgência em Benghazi, e estavam hospedados na vizinha Tunísia. "É um reflexo direto das opiniões e dos sentimentos do povo em toda a Líbia. Esses 17 membros estavam viajando para o Mali quando declararam sua deserção", afirmou. "Isso não é apenas simbólico, mas também é muito importante. (Mostra) que quando uma pessoa é capaz de se libertar para anunciar sua deserção, ela o faz. Há muitos que não conseguem fazer isso."

Juma Gtat, goleiro da seleção, e Adel bin Issa, técnico do principal clube de Trípoli Al-Ahly, anunciaram suas deserções nas montanhas de Nafusa, controlada pelas forças rebeldes, no oeste da Líbia, segundo a BBC.

"Estou dizendo ao coronel Kadafi para que nos deixe em paz e nos permita criar uma Líbia livre", disse Gtat em um hotel na cidade de Jadu. "Na verdade, eu gostaria que ele deixasse essa vida de uma vez por todas."

Bin Issa disse à BBC que decidiu ir às montanhas no oeste do país "para enviar uma mensagem de que Líbia deve ser unificada e livre". "Espero acordar um dia e descobrir que Gaddafi não está mais lá", acrescentou

Otan

Neste sábado, o governo líbio acusou neste sábado a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de ter matado 15 civis na cidade de Brega, no leste do país. Segundo a imprensa oficial do regime, 15 pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas em um bombardeio da Otan contra alvos civis em Brega, ponto estratégico do leste da Líbia.

A Otan desmentiu rapidamente a morte de civis, assegurando que suas forças tinham atingido "alvos militares legítimos".

*Com Reuters e AFP

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