Em protesto no Iêmen, dois estudantes são mortos

Estudantes protestavam pelo adiamento das provas de fim de ano e pela saída do presidente Ali Abdullah Saleh

iG São Paulo |

No Iêmen, centenas de estudantes que protestavam, neste sábado, nas ruas de Al Maafer, na província de Taez, contra o presidente Ali Abdullah Saleh enfrentaram as forças de segurança iemenitas. Dois estudantes foram mortos e 15 ficaram feridos durante o protesto.

AFP
Estudantes iemenitas protestam em Sanaa pela saída do presidente Saleh
Os estudantes protestavam pelo adiamento das provas de fim de ano, alegando que o calendário das aulas foi prejudicado pelas greves que acompanharam o movimento de rebelião popular no Iêmen, que desde janeiro exige a saída de Saleh. Durante os protestos juntaram-se a milhares de pessoas que gritavam palavras de ordem pela saída do presidente Ali Abdullah Saleh. As forças de segurança tentaram dispersar os manifestantes, que lançavam pedras, com cassetetes. Depois, abriram fogo contra a multidão.

O Centro de Informações e Formação sobre Direitos Humanos confirmou o balanço de vítimas e denunciou em um comunicado "a repressão das forças de segurança a uma passeata pacífica de estudantes".

Plano do Golfo


Os estudantes também protestavam pela retirada do fracassado Plano do Golfo. Pelo plano inicial, aceito pela oposição, seria formado um governo de reconciliação que culminaria com a saída de Saleh após um mês, em troca de sua imunidade. Uma nova eleição presidencial seria realizada 60 dias depois.

Porem, o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) descartou qualquer mudança no plano para combater a crise no Iêmen. Abdelatif al Zayani declarou em entrevista coletiva em Abu Dhabi, onde participou de uma reunião econômica mundial, que o plano da CCG permanece inalterado.

Além disso, declaroue que duas autoridades do Iêmen, uma do partido presidencial e outra da oposição, deverão apresentar seus nomes aos representantes que assinaram o documento. "Não podemos fazer nada além do que explicar o plano e agregar os nomes das pessoas que irão firmar o acordo", afirmou.

Abdelatif al Zayani havia proposto que o plano fosse assinado em Sanaa por 15 representantes do partido presidencial, do Congresso Popular Geral e por igual número de respresentantes do Fórum Comum, a oposição parlamentar.

Com AFP

    Leia tudo sobre: iêmenchoqueoposiçãoestudantes

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG