Egito suspende proibição de viagens a americanos funcionários de ONGs

Acusados de receber fundos ilegais para fomentar protestos contra o governo poderão deixar o país mediante pagamento de fiança

iG São Paulo |

O Egito suspendeu nesta quarta-feira proibição a viagens para sete americanos funcionário de organizações não-governamentais acusados de receber fundos ilegais para fomentar protestos contra o governo. A mudança marca o fim da pior crise nas relações entre o Egito e os Estados Unidos em 30 anos.

AP
Funcionários de ONGs seguem para julgamento no Cairo (26/2)
A tensão colocou em risco a ajuda anual de US$ 1,5 bilhão (R$ 2,55 bilhões) dos EUA para o Egito e resultou em intensa negociação nos bastidores dos dois países em busca de uma saída.

De acordo com o advogado de defesa Tharwat Abdel-Shaheed, os sete americanos poderão deixar o país se pagarem fiança de cerca de US$ 300 mil (cerca de R$ 510 mil).

Tensão: Egito julgará mais de 40 acusados de financiamento ilegal de ONGs

Os sete americanos, incluindo Sam Lahood, filho do secretário de Transportes dos EUA, Ray Lahood – responsável pelo Instituto Internacional Republicano no Cairo -, fazem parte do grupo de 16 americanos processados. Os outros americanos envolvidos no caso já deixaram o país. Além dos americanos, 27 outros funcionários de ONGs estão sendo julgados, incluindo 16 egípcios e cidadãos alemães, palestinos, sérvios e jordanianos. A proibição de viagens a estrangeiros não-americanos também está suspensa mediante pagamento de fiança.

Os processados, um total de 43 trabalhadores, são acusados de criar e tramitar organizações internacionais sem a permissão governamental e de receber fundos ilegais do exterior para realizar atividades políticas.

No episódio que acirrou tensões entre os aliados, a junta militar que governa o Egito desde a queda do ex-presidente Hosni Mubarak, há quase um ano, acusou instituições não-governamentais de financiar protestos contra o governo.

O julgamento foi feito após buscas em 17 escritórios de ONGs egípcias e internacionais de defesa dos direitos humanos no dia 29 de dezembro. Entre as organizações estavam as americanas National Democratic Institute (NDI), International Republican Institute (IRI) e Freedom House, além da fundação alemã Konrad Adenauer.

Eleições

Também nesta quarta-feira, o Egito anunciou que realizará suas primeiras eleições presidenciais após a queda do regime de Mubarak nos dias 23 e 24 de maio.

Os resultados do primeiro turno serão divulgados no dia 29 de maio. Se nenhum candidato conseguir mais da metade dos votos, os dois mais votados passarão ao segundo turno, que está previsto para os dias 16 e 17 de junho.

O novo chefe de Estado será anunciado em 21 de junho.

*Com AP e EFE

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