Após protestos na Praça Tahrir, militares fizeram comunicado pela emissora de TV pública do país

A Junta Militar egípcia insistiu neste domingo que vai transferir o poder para uma autoridade civil escolhida democraticamente, mas não especificou uma data, como exigem os milhares de manifestantes que tomaram a Praça Tahrir do Cairo. Em comunicado divulgado pela TV pública egípcia, a cúpula militar afirma que está "comprometida com o Mapa do Caminho para entregar o poder a uma autoridade civil" e garante que "não pretende estender a etapa temporária, mas também não vai permitir o bloqueio do processo de transição democrática".

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Manifestantes entram em choque com policiais na Praça Tahrir, no Cairo
AP
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Sinal disso, ressaltaram, são eleições parlamentares previstas para a próxima semana, a primeira etapa desse processo. Eles garantem "não terem a intenção de estender a etapa de transição", mas não vão permitir o bloqueio da ação democrática e da construção das instituições. O Conselho Supremo das Forças Armadas pede em nota "todos os partidos e correntes políticas e às coalizões dos jovens" que atuem para conter os fatos "que podem impactar negativamente sobre a segurança e a estabilidade".

Da mesma forma, a Junta Militar encarregou o Conselho de Ministros pela adoção de "medidas urgentes necessárias" para conhecer os motivos do protesto. Os comandantes pediram ao Executivo do primeiro-ministro, Essam Sharaf, que abra "diálogo" com todas as forças políticas e coalizões para evitar a repetição desses fatos. Milhares de manifestantes reivindicam na Praça Tahrir que a Junta Militar fixe uma data para sua saída do Governo, uma reivindicação à qual se somaram nos últimos dias inúmeros partidos políticos do país.

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