Egito reforma gabinete e retira ministros de Mubarak

Mudanças anunciadas por conselho militar atendem exigências dos reformistas

Reuters |

O Egito nomeou novos ministros do Interior, Relações Exteriores e Justiça no domingo, cumprindo com muitas das exigências dos reformistas que querem a retirada das autoridades nomeadas pelo presidente deposto, Hosni Mubarak. A reforma é a mais recente das mudanças realizadas pelo conselho militar que está governando temporariamente o país, desde a renúncia do ex-ditador em 11 de fevereiro.

Nabil Elaraby, ex-juiz do Tribunal Internacional de Justiça, foi nomeado ministro de Relações Exteriores, substituindo Ahmed Aboul Gheit, representante da política externa de Mubarak desde 2004.  O novo ministro foi o representante permanente do Egito nas Nações Unidas. Ele é lembrado por ter expressado reservas sobre o acordo de paz assinado em Camp David com Israel, em 1978, que ele ajudou a negociar, disse à Reuters o cientista político Mustapha Kamal al-Sayyid. Também foi membro do conselho independente de "homens sábios", criado depois da eclosão das revoltas contra Mubarak para pressionar seu governo a fazer reformas.

Tantawi, chefe do conselho militar, manteve seu cargo como Ministro da Defesa. O novo ministro do Interior, Mansour el-Essawy , prometeu trabalhar para melhorar a imagem da polícia.

Um dos maiores desafios do novo gabinete é a reorganização das forças policiais, que se desintegraram amplamente nos primeiros dias das revoltas, e cuja reputação de brutalidade contribuiu para fomentar os protestos. Todos os novos nomes precisam ser aprovados pelo conselho militar, liderado pelo marechal Mohamed Hussein Tantawi.

Na semana passada, o Supremo Conselho das Forças Armadas do Egito nomeou Essam Sharaf como novo primeiro-ministro, indicação que teve o apoio de grupos de jovens manifestantes. Sharaf substituiu Ahmed Shafiq, nomeado por Mubarak em suas últimas semanas no poder.

O conselho traçou o caminho a ser percorrido para as eleições parlamentares e presidenciais dentro de seis meses, quando o poder será entregue a um governo civil eleito.

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