Egito: Exército não vai tolerar protestos que prejudicam economia

Militares anunciaram também que não permitirão greves; manifestantes egípcios celebraram uma semana sem Hosni Mubarak

iG São Paulo |

A junta militar do Egito informou em comunicado nesta sexta-feira que não irá tolerar protestos que prejudicarem a economia do país e irá confrontá-los caso ocorram, informou a agência estatal Mena.

AFP
Exército egípcio patrulha ruas do Cairo, nesta sexta-feira
O Conselho Supremo das Forças Armadas avisou em um comunicado que alguns grupos "organizam protestos que prejudicam a produção e criam condições econômicas críticas que podem piorar a economia do país".

"A continuação da instabilidade e suas consequências prejudicarão a segurança nacional", completou. "O Conselho Supremo das Forças Armadas não permitirá a continuação desses atos ilegais que colocam a nação em perigo, e iremos confrontá-los e tomar medidas legais para proteger a segurança da nação", disse.

O Exército informou também que não permitirá que as greves continuem no país. Segundo os militares, em comunicado, as paralisações estavam prejudicando a economia.

'Marcha da Vitória'

Nesta sexta-feira também milhares de egípcios se reuniram na praça Tahrir, no centro do Cairo, para uma "marcha da vitória" convocada para celebrar a queda do líder Hosni Mubarak, que renunciou ao cargo de presidente há uma semana. "É uma festa, estamos muito felizes, Mubarak foi embora", disse Naser Mohamed, 50 anos, um dos manifestantes. "Acho que vamos voltar todas as semanas, todas as sextas-feiras".

A praça ficou cercada por tanques do Exército. Os soldados checavam a identidade dos manifestantes nos diferentes pontos de acesso ao local. Membros dos comitês populares também ajudavam no controle de segurança.

Mubarak renunciou ao cargo que ocupava há 30 anos após 18 dias de manifestações contra o seu governo. O anúncio da renúncia foi feito pelo vice-presidente egípcio, Omar Suleiman, horas depois de ser divulgada a notícia de que Mubarak e sua família tinham deixado a capital do país, Cairo, em direção à cidade egípcia de Sharm el-Sheik.

*Com AFP

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