Egito condena à prisão ex-ministro da Informação de Mubarak

Condenado por desvio de verbas públicas da TV estatal, Anas el Fekky foi criticado pela cobertura da revolta que derrubou Mubarak

iG São Paulo |

AP
Manifestante mostra cartaz que diz "Justiça ou balas" durante manifestação por julgamento de autoridades da era Mubarak (12/07)
Um tribunal egípcio condenou nesta quarta-feira o ex-ministro da Informação Anas el Fekky a sete anos de prisão por desviar verbas públicas da TV estatal do país. Fekky integrava o gabinete do ex-presidente Hosni Mubarak, que deixou o cargo em fevereiro após uma onda de manifestações populares.

Fekky era alvo de protestos inflamados pela forma como a mídia estatal desprezou os manifestantes envolvidos na revolta que derrubou o regime de Mubarak. O tribunal também condenou Omar el Sheikh, ex-presidente da emissora pública, a cinco anos de prisão.

Fekky foi detido em fevereiro, sob suspeita de enriquecimento ilícito e desperdício de dinheiro público. A conclusão do julgamento foi transmitida pela TV estatal.

Fekky e Sheikh eram acusados de terem desperdiçado 9,5 milhões de libras egípcias (US$ 1,6 milhão) ao pagarem um valor alto demais por uma série dramática.

A promotoria também acusou Fekky de privar a União de Rádio e TV, que ele comandou, de cerca de US$ 1,9 milhão, ao isentar os canais privados de TV de pagaram os direitos pela transmissão do futebol desde 2009.

Segundo os promotores, Fekky fez isso "numa tentativa de impor seu controle e políticas midiáticas a essas emissoras". Essa acusação ainda está sendo julgada.

Há alguns dias Fekky foi absolvido em outro processo por corrupção, no qual era acusado de ter exigido 36 milhões de libras egípcias do ministro das Finanças para bancar propagandas de Mubarak e do seu partido.

Mubarak também está sendo julgado no Egito, acusado de ordenar a morte de manifestantes durante os protestos do início do ano. O juiz Ahmet Refaat proibiu a cobertura ao vivo do processo depois das primeiras duas sessões, em que os entusiasmados egípcios assistiram ao ex-líder ser julgado atrás das grades.

Os advogados aplaudiram a decisão, dizendo que ela impediria que testemunhas fossem influenciadas por outros depoimentos e pela pressão popular.

Com Reuters

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