Egito aplica multa de US$ 34 milhões a Mubarak por cortes nas comunicações

Esta é a primeira decisão prática contrária a Mubarak desde que ele deixou o poder, em fevereiro

BBC Brasil |

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AP
Foto de 18/11/2008 mostra o então presidente egípcio, Hosni Mubarak, durante discurso em Nova Délhi, Índia
O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak foi multado no equivalente a US$ 34 milhões (R$ 54 milhões) por cortar os serviços de comunicações do país durante o levante popular que levou à sua renúncia. A multa de 200 milhões de libras egípcias é a primeira decisão prática contrária a Mubarak desde que ele deixou o poder, em fevereiro. Dois outros altos funcionários de seu governo também foram multados.

Mubarak, 83 anos, está detido em um hospital no balneário egípcio de Sharm el-Sheikh, depois de uma piora em seu estado de saúde. Ele está sendo acusado formalmente pelas mortes de centenas de manifestantes contrários ao seu regime. O ex-presidente também está sendo questionado por supostamente ter acumulado uma grande fortuna durante os quase 30 anos em que esteve à frente do Egito.

Mais de 20 minitros e empresários ligados ao regime de Mubarak foram detidos desde a sua renúncia. Na semana passada, o ex-ministro do Interior Habib al-Adly foi sentenciado a 12 anos de prisão por lavagem de dinheiro e extorsão. O ex-ministro do Interior também é alvo de processos em separado por ordenar que tropas atirassem contra manifestantes. Caso seja condenado, ele pode sentenciado à pena de morte. Adly também foi multado pela interrupção dos serviços de telefonia e internet egípcios durante os protestos populares.

Além dele e de Mubarak, a multa foi aplicada ao ex-primeiro-ministro Ahmed Nazif. Já Mubarak, junto de seus filhos Alaa e Gamal, foi acusado de "assassinato premeditado" de alguns participantes dos protestos, de acordo com a agência estatal de notícias egípcia.

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