Partido de grupo islâmico afirma ter vencido 2º turno, mas resultado oficiais só devem ser divulgados amanhã

O partido da Irmandade Muçulmana afirmou nesta quarta-feira ter conquistado a maioria das cadeiras disputadas no segundo turno da eleição parlamentar do Egito . Os resultados oficiais deverão ser divulgados nesta quinta-feira.

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Caixas de cédulas são vistas dentro de ônibus antes de serem apuradas no Cairo (06/12)
AP
Caixas de cédulas são vistas dentro de ônibus antes de serem apuradas no Cairo (06/12)

O grupo já tinha obtido quase 37% dos votos na eleição da semana passada , na qual os eleitores votaram em listas partidárias.

A eleição terá ainda mais uma etapa, em janeiro, e o processo pode conferir aos políticos islamistas legitimidade para desafiar o domínio dos militares sobre o país. Sob pressão popular, a junta militar egípcia aceitou antecipar em seis meses a transferência do poder a um presidente civil, o que deve ocorrer em meados de 2012.

Nesta quarta-feira, o primeiro-ministro do Egito, Kamal al Ganzuri, nomeado pelos militares , tomou posse oficialmente. Ele deve governar o país até março, quando serão encerradas todas as etapas da votação parlamentar.

Ganzuri foi nomeado após o gabinete anterior apresentar sua renúncia, em meio a protestos contra a junta militar evoluírem para violentos confrontos entre manifestantes e policiais.

Em entrevista coletiva na terça-feira, ele pediu apoio dos diferentes setores da sociedade egípcia. "O futuro governo não poderá fazer o que o povo deseja sem a colaboração de todos", afirmou. “A situação à qual o país chegou não satisfaz ninguém”.

O cargo de ministro do Interior foi dado ao ex-chefe de polícia do Cairo Mohammed Ibrahim Yusuf. Essa posição provocou polêmica tanto antes como depois da revolução que derrubou o ex-presidente Hosni Mubarak , por causa da violenta atuação do ministério contra os civis.

Ganzuri também afirmou que a junta militar deve promulgar um decreto que amplia as prerrogativas do chefe de governo. Segundo ele, o decreto introduzirá uma emenda ao anúncio constitucional de março deste ano, que modificava o mandato do chefe de Estado e os requisitos para ser candidato presidencial.

Com AP e EFE

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