Egípcios decidem emendas constitucionais em plebiscito

Votação ocorre sem incidentes graves e com uma grande participação da população

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Mulher vota em referendo neste sábado (19) em Alexandria, Egito
Os egípcios vão às urnas neste sábado (19), pela primeira vez desde o fim do regime de Hosni Mubarak, para participar de um plebiscito de reforma constitucional que despertou um forte debate político.

Pouco depois da abertura dos centros de votação, que aconteceu às 8h da hora local (3h de Brasília), a votação se desenvolvia sem incidentes graves e com uma grande afluência às urnas.

Nas últimas eleições, o pleito parlamentar disputado em dois turnos realizados em 28 de novembro e 5 de dezembro, o censo eleitoral foi de 41 milhões.

Segundo relatórios da imprensa egípcia, a maioria dos colégios eleitorais abriu suas portas sem contratempos e à hora indicada, com muitos eleitores fazendo fila para exercer seu direito de votar.

A supervisão do processo ficará a cargo do Poder Judiciário, uma das condições estabelecidas para a realização da votação pelo Conselho Supremo das Forças Armadas, a junta militar que herdou o poder após a renúncia de Mubarak em 11 de fevereiro.

Cerca de 16 mil membros do Poder Judiciário estão encarregados de assegurar eleições limpas.

O plebiscito se desenvolve em um dia festivo, fixado pelo Governo para assegurar a participação da população, e com a proibição oficial de campanhas a favor ou contra as emendas que são submetidas à consulta.

A votação é realizada para mudar os artigos 75, 76, 77, 88, 93, 139 e 148 da Constituição, e abolir o 179, a fim de modificar, entre outras coisas, a duração do mandato do chefe de Estado e os requisitos para ser candidato presidencial.

Importantes figuras da oposição, como o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, e o prêmio nobel da paz Mohamed El Baradei, estão contra as emendas e exigem a redação de uma nova Constituição.

No entanto, a Irmandade Muçulmana, o grupo da oposição mais importante e mais bem organizado, convocou seus seguidores para que votem "sim" no plebiscito.

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