Dois manifestantes morrem em confrontos em Omã

País produtor de petróleo vinha sendo pouco afetado pela onda de protestos

BBC Brasil |

Duas pessoas morreram neste domingo em confrontos entre forças de segurança e manifestantes em Omã. Pelo segundo dia consecutivo, centenas de manifestantes se reuniram na cidade industrial de Sohar, pedindo reformas políticas. Segundo relatos, outras cinco pessoas se feriram quando a polícia usou gás lacrimogênio e balas de borracha contra os manifestantes.

AFP
Manifestantes em frente a veículo queimado durante protesto em Omã
Até então, Omã vinha sendo pouco afetada pela onda de protestos que tem atingido outros países árabes nos últimos meses. Houve uma pequena manifestação na capital Muscat na semana passada, com cerca de 300 pessoas exigindo mais democracia e empregos.

A agência estatal Oman News Agency afirmou que um grupo de manifestantes se envolvera em "motins" que resultaram na destruição de propriedades públicas e privadas. "A polícia e grupos antidistúrbios combateram esse grupo vândalo no intuito de manter a segurança dos cidadãos e de suas propriedades, o que causou alguns ferimentos", afirmou a agência.

No sábado, o sultão Qaboos bin Said, que governa Omã, trocou seis ministros e anunciou que benefícios estudantis seriam ampliados.

Estado do mundo árabe há mais tempo independente, Omã tem sido governado por Qaboos desde que assumiu o poder de seu pai, o sultão Said bin Taimur, em 1970. Há no país uma Assembleia Consultiva eleita, mas nem todos os adultos do país podem votar e o órgão é meramente consultivo, incapaz de legislar. Rico em petróleo, Omã é um destino turístico popular e um aliado de longa data dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha no Golfo Pérsico.

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