Dois atentados no Iêmen deixam mortos

Em uma das ações dois homens bomba explodiram um carro em que, além deles, morreu um soldado

Reuters |

Dois homens-bomba lançaram neste sábado um carro com explosivos contra uma base do Exército do Iêmen na província de al-Bayda, no sul do país, matando um soldado, de acordo como Ministério da Defesa. A rede Al Qaeda reivindicou a autoria do ataque.

Um outro soldado foi morto em um dos dois ataques lançados contra um prédio das forças de segurança iemenitas na cidade costeira de Mukalla. As autoridades informaram ter efetuado várias prisões de suspeitos. Em 25 de fevereiro, um atentado suicida nessa cidade deixou pelo menos 26 mortos .

Militantes ligados à al Qaeda vêm explorando a insurreição popular contra o governo para fortalecer sua posição no Iêmem, especialmente no sul, onde é forte o sentimento favorável à separação da região do restante do país.

O sul do Iêmen está mergulhado em violência desde o início dos protestos contra o ex-presidente Ali Abdullah Saleh, no ano passado, o que enfraqueceu o governo central em regiões que já controlava com dificuldade.

O ataque deste sábado em al-Bayda contra quartéis das forças da Guarda Republicana ocorreu apenas alguns dias depois de o Ministério do Interior ter informado que possuía informações sobre um complô da Al Qaeda para explodir oito carros na capital, Sanaa, e na cidade portuária de Áden.

"Moradores da cidade ficaram assustados com a força da explosão, que foi sentida a mais de 2 quilômetros de distância e danificou dezenas de casas nos arredores, estilhaçando suas janelas", informou um site oposicionista.

Em uma mensagem de texto enviada à Reuters, a Al Qaeda assumiu a responsabilidade pelo ataque, que disse ter sido em vingança por crimes cometidos pela Guarda Republicana. Não há como verificar a autenticidade do texto, mas os militantes usaram esse método de comunicação em outras ocasiões.

O grupo também afirmou ter sido o responsável pelo assassinato do chefe da segurança na cidade de Shibam, neste sábado, na província sulista de Hadramout. Segundo uma autoridade local, atiradores dispararam contra o carro dele, matando-o na hora.

Os Estados Unidos, preocupados com o avanço da Al Qaeda no Iêmen, apoiaram um plano formatado por países árabes do Golfo Pérsico, pelo qual Saleh entregou o poder a seu vice, no mês passado, e em troca garantiu imunidade contra processos judiciais.

O ataque suicida em Mukalla, no mês passado, coincidiu com a posse do novo presidente, Abd-Rabbu Mansour Hadi, e também teve como alvo a Guarda Republicana, liderada pelo filho de Saleh. Um braço da al Qaeda no Iêmen assumiu a autoria desse atentado.

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