Disparos das forças de segurança matam civis na Síria

Em diversas cidades, forças da segurança dispararam para reprimir manifestações. Exército sírio sitiou região

iG São Paulo |

Disparos das forças de segurança nas cidades de Rastan e Talbiseh, na província central de Homs, para reprimir manifestações contra o presidente Bashar Al Assad deixaram sete civis mortos, entre eles uma criança, e uma centena de feridos, neste domingo, na Síria. Na tentativa de controlar os protestos contra o regime de Assad, o exército sitiou desde o amanhecer as cidades de Tal Kalaj (150 km a noroeste de Damasco), Homs (centro), Banias (noroeste) e Deraa (sul), local onde se concentram as manifestações.

Um ativista dos direitos humanos, que pediu o anonimato, havia informado mais cedo sobre a morte de três civis em Talbiseh, perto de Homs (centro) e dois na cidade de Rastan, um pouco mais ao norte. "Cinco pessoas morreram vítimas de disparos das forças de segurança" nestas duas localidades, próximas a Homs e sitiadas pelo exército, afirmou o ativista.

Ainda de acordo com o ativista, mais de cem feridos já foram levados para os hospitais de Homs, terceira maior cidade da Síria, a 160 km de Damasco. Horas antes, integrantes de organizações de defesa dos direitos humanos haviam denunciado que, com a presença de tanques, várias pessoas foram feridas em Rastan e Talbiseh. "Dezenas de tanques cercaram e ocuparam as entradas das cidades ao amanhecer, assim como a localidade de Teir Maaleh", que fica entre Homs e Hama, explicou.

O chefe do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, Rami Abdel-Rahman, falou de Londres à AFP que "os registros começaram" em Talbiseh, que na noite de sexta-feira foi palco de uma importante manifestação contra o regime do presidente Bashar Al Assad. As manifestações contra o governo, que começaram em março, tiveram violenta repressão por parte das forças de segurança.

Grupos de defesa dos direitos humanos dizem que pelo menos 1,1 mil civis morreram desde o início dos protestos, inspirados em levantes similares que derrubaram os governos de Egito e Tunísia. Milhares de pessoas foram detidas. A atual onda de protestos é considerada o maior desafio ao regime de Assad desde que ele sucedeu seu pai, Hafez Al-Assad, em 2000.

AP
Manifestantes reunidos em Talbiseh protestam contra o regime sírio
* Com AFP e BBC Brasil

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