Confrontos entre Exército e Al-Qaeda deixam mais de 60 mortos no Iêmen

Combates na cidade de Loder ressaltam capacidade de insurgência estender ações para a conflituosa região sul do país

iG São Paulo |

Violentos combates nesta segunda-feira entre o Exército iemenita e combatentes da Al-Qaeda deixaram ao menos 64 mortos no sul do Iêmen, incluindo 40 militantes extremistas do grupo.

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Os confrontos na cidade de Loder, na província de Abyan, deixaram ainda 14 militares mortos, além de seis combatentes tribais que apoiam o Exército.

De acordo com funcionários da administração local, vários veículos carregados de corpos desses combatentes deixaram o front para serem enterrados nas proximidades.

AFP
Forças de segurança iemenitas em posto de controle na capital Sanaa
Os novos confrontos, que demonstram a capacidade dos insurgentes de estender as ações ao sul, acontecem no momento em que o governo tem dificuldades para reestruturar o Exército e as forças de segurança, controladas em parte por oficiais ligados ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh.

Dezenas de combatentes da Al-Qaeda atacaram durante a madrugada um quartel da 111ª brigada do Exército em Loder, um reduto do movimento islamita, assim como um posto de controle militar no sul da cidade.

Violentos confrontos foram protagonizados pelos soldados, apoiados por homens armados das tribos locais, e os terroristas.

Loder fica 150 km ao nordeste da cidade de Zinjibar, capital da província de Abyan, controlada pelos Partidários da Sharia, grupo ligado à Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA).

Em agosto de 2010, a Al-Qaeda assumiu temporariamente o controle de Loder, antes de ser expulsa pelas Forças Armadas, apoiadas por membros de tribos locais.

Bombardeio

No domingo, 12 membros da Al-Qaeda morreram em um bombardeio contra Zinjibar.

O ministério do Interior alertou na semana passada sobre os movimentos dos partidários da Al-Qaeda na região de Loder e seus arredores. O governo identificou o líder local do grupo terrorista, Al Khidher Hassan al-Khaadani, como o coordenador da movimentação.

A Al-Qaeda reforçou a presença no sul e no leste do Iêmen depois que o poder central perdeu força com a revolta popular que levou à queda do presidente Saleh.

O novo presidente do país, Abd Rabbo Mansur Hadi, anunciou que a luta contra o movimento extremista é uma de suas prioridades, mas também se viu obrigado a enfrentar os partidários de Saleh.

Dois comandantes militares ligados ao ex-presidente não aceitaram suas demissões nos últimos dias e provocaram o fechamento, sábado e domingo, do aeroporto de Sanaa.

Na sexta-feira, Hadi destituiu o comandante da Força Aérea, como parte de uma reformulação com o objetivo expurgar aliados de Saleh de postos-chave e reestruturar as Forças Armadas, as quais se dividiram durante o levante contra o regime de Saleh.

*Com AFP e AP

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