Simpatizantes do governo entraram em choques com muçulmanos ultraconservadores na cidade de Zarqa

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Dezenas de pessoas ficaram feridas nesta sexta-feira na cidade de Zarqa, no norte da Jordânia, em confrontos entre muçulmanos ultraconservadores e simpatizantes do governo do rei Abdullah.

Segundo um porta-voz da polícia, as forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Pelo menos 40 policiais ficaram machucados, sendo que seis foram atingidos por golpes de facas.

A Jordânia é um dos países árabes abalados pela onda de manifestações iniciada na Tunísia em dezembro, mas as demandas dos ultraconservadores que participaram dos protestos desta sexta-feira, conhecidos como salafistas, têm outro viés.

Manifestante salafista observas manifestação na cidade de Zarqa, na Jordânia
AP
Manifestante salafista observas manifestação na cidade de Zarqa, na Jordânia

Partidários do grupo ultraconservador, banido na Jordânia, têm saído às ruas para pedir a libertação de 90 prisioneiros, entre eles Abu Mohammed Al-Maqdessi, considerado mentor do líder morto em 2006 da rede extremista Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab Al-Zarqawi.

Um líder do movimento disse que os protestos continuarão, até que os presos sejam libertados e a lei islâmica (sharia) seja implementada na Jordânia.

Protestos em Amã

Parte dos salafistas defende práticas consideradas terroristas, mas outra parte renunciou à violência após o 11 de Setembro. Na última segunda-feira, serviços de segurança libertaram quatro prisioneiros salafistas após ameaças de protestos diante do Ministério do Interior.

Os protestos salafistas são interpretados como uma forma de o grupo tentar ganhar espaço em meio à onda de manifestações do país. Protestos envolvendo grupos islâmicos mais moderados e grupos esquerdistas de oposição têm sido frequentes no país nos últimos três meses.

Também nesta sexta-feira, mais de mil pessoas se reuniram na capital jordaniana, Amã, para exigir reformas democráticas, políticas e econômicas na Jordânia, além de eleições livres, a renúncia do premiê Marouf Bakhit e o combate à corrupção.

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