Segundo a Organização Internacional de Migrações, 603 mil eram imigrantes que viviam no país africano antes do início do conflito

Cerca de 1,2 milhão de pessoas fugiu da Líbia desde fevereiro, quando teve início o conflito armado entre as forças leais ao ditador Muamar Kadafi e rebeldes opositores.

Garoto líbio senta em frente a mulheres durante orações de sexta-feira em Benghazi, na Líbia
AP
Garoto líbio senta em frente a mulheres durante orações de sexta-feira em Benghazi, na Líbia
Segundo a Organização Internacional de Migrações, desse total, 603 mil eram imigrantes que viviam no país africano antes do início do conflito. A porta-voz da organização, Jemini Pandya, explicou nesta sexta-feira em Genebra que essas pessoas abandonaram a Líbia para "escapar da violência e dos traumas psicológicos que acarreta" o conflito e, provavelmente, precisarão de tratamento psicológico a longo prazo.

Segundo Pandya, os traumas associados à violência têm a ver com episódios de "pânico, tristeza, estresse e desorientação", causados pelas mudanças abruptas em sua rotina. Ela destacou que os 603 mil deslocados que eram imigrantes na Líbia viverão uma situação difícil, porque assumem o risco de abandonar a Líbia, de não poder voltar a seus países de origem e de ter de ficar em países de passagem ou, no pior dos casos, de ter que voltar à Líbia.

Mesmo antes do conflito, muitos imigrantes subsaarianos já haviam sofrido maus tratos quando chegaram à Líbia, mas esses foram agravados durante os enfrentamentos pelas acusações contra eles, acusados de trabalhar como mercenários para as forças de Kadafi – especialmente aqueles nascidos no Chade.

Pandya assinalou também que a maior parte dos refugidos que necessita de atendimento psicológico é formada por mulheres e crianças.

A organização disponibilizou apoio emocional básico, incluindo as primeiras ajudas psicológicas, para ajudar os imigrantes que chegam às fronteiras com o Egito e a Tunísia e que querem retornar a seus países de origem, como Níger ou Chade.

Desde o início do conflito na Líbia, Níger e Chade assistiram ao retorno de 160 mil emigrantes que viviam no país governado por Kadafi.

*Com EFE

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