Complexo de Kadafi é misto de quartel, residência e escritório

Planejado para resistir a ataques, quartel-general invadido por rebeldes tinha segurança de uma prisão e facilidades de um clube

iG São Paulo | 23/08/2011 18:24

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O complexo militar de Muamar Kadafi, tomado nesta terça-feira por rebeldes líbios, era uma mistura confusa de quartel-general, residência pessoal e escritório, visto como o maior símbolo do governo do líder no poder há quase 42 anos.

<span>Imagem de TV mostra rebelde tentando destruir estátua dentro do complexo de Kadafi, em Trípoli (23/8)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Rebeldes pisam em parte de estátua do líder Muamar Kadafi no complexo em Bab al-Aziziya (23/8)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Rebelde líbio combate perto do complexo militar de Kadafi em Bab al-Aziziyah, Trípoli</span> - <strong>Foto: Reuters</strong> <span>
Rebelde pula de tanque do lado de fora do complexo de Bab al-Aziziya, em Trípoli
</span> - <strong>Foto: Reuters</strong> <span>
Fumaça é vista no céu de Trípoli, onde rebeldes tomaram o quartel-general de Kadafi (23/8)
</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>
Rebelde líbio no distrito de Bab el-Bahran, em Trípoli (23/8)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>
Opositor líbio segura bandeira rebelde em escultura em complexo de Kadafi em Trípoli (23/8)
</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Explosão é vista perto do complexo de Kadafi na capital líbia (23/08)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Veículo dos rebeldes passa próximo ao complexo de Kadafi em Trípoli (23/08)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Rebelde corre durante combates ao redor de quartel-general de Kadafi (23/08)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Rebeldes observam combates em locla próximo ao quartel-general de Kadafi em Trípoli (23/08)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Rebeldes são vistos em rua de Trípoli, capital da Líbia (23/08)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Rebeldes são vistos em Trípoli (23/08)</span> - <strong>Foto: AFP</strong> <span>Rebelde é visto com sua arma na capital da Líbia (23/08)</span> - <strong>Foto: AFP</strong> <span>Saif al-Islam, filho de Kadafi, faz aparição em Trípoli cercado por partidários (23/08)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Fumaça é vista em Trípoli depois de combates pelo controle do complexo de Bab al-Aziziya, de Muamar Kadafi (23/8)</span> - <strong>Foto: Reuters</strong> <span>Imagem da rede de TV Al-Arabiya mostra fumaça no céu da capital Trípoli, onde rebeldes líbios conseguiram entrar em complexo de líder líbio (23/8)</span> - <strong>Foto: EFE</strong>

De acordco com David Blundy e Andrew Lycett, autores do livro “Kadafi e a Revolução Líbia”, o local era cercado por sensores e alarmes, com câmeras operadas por controle remoto que traziam acesso a imagens de seus acessos. Os vídeos eram exibidos em televisores em uma sala de segurança.

A residência de Kadafi e seu escritório funcionavam dentro de um bunker desenhado por engenheiros alemães para resistir a ataques massivos. A mulher do líder, Safia Farkash, e sua família viveram no prédio de dois andares, onde a sala de estar era decorada de forma opulente, com painéis de vidros, pinturas e sofás de luxo.

No mesmo complexo, Kadafi costumava entreter seus convidados em uma tenda no estilo beduíno perto de duas quadras de tênis, a cerca de 182 metros da casa da família. Blundy e Lycett descrevem Bab al-Aziziya como um “lugar agradável, com a segurança de uma prisão e as facilidade de um country clube”.

Ataques

O quartel-general de Bab al-Aziziya foi atacados com artilharia da Otan nos meses que antecederam a batalha pela conquista de Trípoli. Um míssil atingiu o prédio de admnistração de Bab al-Aziziya em março, derrubando metade da estrutura de três andares, ainda no início da campanha militar aérea contra Kadafi. Meses de ataques da Otan, no entanto, deixaram o restante do complexo bastante demolido.

O complexo de Kadafi também foi alvo de um bombardeio dos Estados Unidos em 1986, depois de Washington culpar a Líbia por uma explosão em uma discoteca em Berlim que matou dois americanos. Nesta terça-feira, imagens de TV mostravam rebeldes escalando a escultura da mão amassando um jato americano, erguida após o bombardeio de 86.

Símbolo das mãos de ferro do governo de Kadafi, o complexo possui também uma antena de comunicação de cerca de 30 metros responsável por manter Kadafi em contato com autoridades militares de alto escalão em cidades como Sirte e Benghazi, assim como o centro de controle em Jufrah, mais de 200 quilômetros ao sul de Sirte, no meio do deserto.

*Com AP

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