Com apoio do Brasil, comissão da ONU aprova condenação contra Síria

Em outubro, País se absteve em votação no Conselho de Segurança da ONU; resolução denuncia violações de direitos humanos no país

iG São Paulo |

A 3ª Comissão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, aprovou nesta terça-feira uma resolução não vinculante que condena a violação de direitos humanos na Síria e pede o fim imediato de toda a violência no país, indicando a crescente oposição internacional à repressão das forças de segurança contra os oito meses do levante antigoverno. O Brasil apoiou a decisão. De acordo com a ONU,  mais de 3,5 mil morreram no país desde março.

Reuters
Manifestantes protestam contra o presidente sírio Bashar al-Assad em Homs
A resolução, patrocinada pelo Reino Unido, França e Alemanha, teve 122 votos a favor, 13 contra e 41 abstenções. A medida - que contou com mais de 60 copatrocinadores (incluindo seis nações árabes) - foi uma vitória para os três países europeus. Seu esforço no mês passado de conseguir aprovação para uma resolução vinculante no Conselho de Segurança, ameaçando a Síria com sanções por causa da repressão contra a revolta, foi frustrada pelo veto de Rússia e China . Os dois países se abstiveram na votação desta terça-feira.

O Brasi, que se absteve da votação no órgão máximo da ONU no início de outubro, nesta terça-feira apoiou a resolução na 3ª Comissão da Assembleia, órgão responsável por questões sociais, humanitárias e culturais. Entre os que votaram contra estão Irã, Equador, Venezuela, Cuba, Nicarágua, Mianmar e Coreia do Norte. A resolução ainda deve ser aprovada em uma sessão plenária da Assembleia Geral, formada por 193 membros, onde sua adoção é quase certa.

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A iniciativa condena os crimes caracterizados por execuções e detenções arbitrárias, uso excessivo de força, perseguição, desaparecimentos e maus-tratos, além de todas as ações que indiquem violações de direitos humanos. A resolução pede que as autoridades sírias implementem um plano de paz da Liga Árabe , alcançado no início deste mês, "sem mais adiamentos". Em 12 de outubro, a Liga suspendeu a síria da organização .

No texto, a comunidade internacional apela ao presidente da Síria, Bashar al-Assad, que retire os tanques do governo das ruas, liberte os prisioneiros políticos, suspenda os ataques contra os civis e permita a entrada de observadores no país. Também sugere o cumprimento das decisões definidas pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas , como o envio de observadores estrangeiros.

Entre os 60 copatrocinadores da medida estão a Arábia Saudita, Catar, Jordânia, Marrocos, Bahrain e Kuwait, todos árabes, e a vizinha Turquia, que vem denunciando de forma firme a repressão de Assad contra a oposição.

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A Síria tentou impedir a votação da resolução, mas foi derrotada. O embaixador sírio na ONU, Bashar Ja'afari, voltou a acusar o Reino Unido, França e Alemanha de lançar uma guerra política, diplomática e midiática contra o país e de encorajar grupos armados a engajar em violência em vez do diálogo com o governo.

*Com AP

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