Hetherington, que produziu o filme "Restrepo", trabalhava como fotógrafo. O outro fotógrafo morto foi Chris Hondros

Foto de arquivo de Hetherington, de abril de 2008
EFE
Foto de arquivo de Hetherington, de abril de 2008
O cineasta e fotógrafo americano Tim Hetherington e o fotográfo Chris Hondros morreram nesta quarta-feira na cidade líbia de Misrata, vítimas dos combates entre as tropas rebeldes e as fiéis a Muamar Kadafi em Misrata, na Líbia. Outros dois fotógrafos que os acompanhavam ficaram feridos.

Hetherington, que produziu o filme "Restrepo", trabalhava também como fotógrafo para a revista "Vanity Fair" e era veterano em outros conflitos armados como o do Afeganistão. O site da revista lembrou nesta quarta-feira sua coragem e seu companheirismo.

Os fotógrafos Chris Hondros e Guy Martin sofreram ferimentos graves, mas Hondros, fotógrafo da agência fotográfica Getty Images, não resistiu aos ferimentos. Ele sofreu um ferimento grave no cérebro, que havia o deixado em "condição crítica".

Martin é um britânico que trabalha para a agência fotográfica "Panos" e sofreu ferimentos por lascas que requererão uma cirurgia vascular.

O quarto fotógrafo, Michael Christopher Brown, foi ferido por lascas também mas, aparentemente, sua vida não corre perigo, acrescentou o jornal.

Misrata é a terceira maior cidade da Líbia e esteve sitiada por terra pelas forças militares leais ao líder líbio Muamar Kadafi.

Hondros em imagem desta semana na cidade de Misrata
Reuters
Hondros em imagem desta semana na cidade de Misrata

Casa Branca

A Casa Branca lamentou a morte de Tim Hetherington e pediu para a Líbia proteger os jornalistas que cobrem o conflito. O porta-voz do presidente americano Barack Obama declarou-se "triste" pela notícia e "muito preocupado" com a situação dos outros jornalistas feridos.

"Os jornalistas de todo o planeta arriscam suas vidas a cada dia para nos manterem informados, pedir responsabilidades aos líderes mundiais e dar voz àqueles que de outra forma jamais seriam escutados", disse Carney em um comunicado.

"O governo líbio e todos os governos do mundo deve tomar medidas para proteger os jornalistas em seu trabalho vital", completou.

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