Choques entre polícia e manifestantes ferem mais de mil no Egito

Manifestações que começaram na noite de terça-feira exigem que julgamento de autoridades da era Mubarak seja acelerado

iG São Paulo |

Choques entre policiais e manifestantes no Cairo, capital do Egito, deixaram mais de mil feridos nos últimos dois dias, afirmou nesta quarta-feira o vice-ministro da Saúde, Abdul-Hameed Abazah. Desde terça-feira, milhares de egípcios participam de protestos que exigem mais rapidez no julgamento de autoridades acusadas de cometer abusos durante o governo do ex-presidente Hosni Mubarak.

De acordo com Abazah, nos dois dias de confronto cerca de 900 feridos receberam atendimento médico no local e mais de 120 foram levados ao hospital.

Os choques começaram na noite de terça-feira, quando supostos familiares de manifestantes mortos nos protestos contra Mubarak foram impedidos de participar de uma homenagem às vítimas. Cerca de cem supostos parentes tentaram invadir o teatro onde a cerimônia era realizada e nove foram detidos.

Os demais marcharam até o centro do Cairo, tomando a praça Tahrir e reunindo-se em frente à sede do Ministério do Interior para protestar contra o conselho militar, que acusam de manter a ordem da era Mubarak, não promover reformas e atrasar os julgamentos de autoridades leais ao ex-líder.

No início da semana, o julgamento de Habub el-Adly, que chefiou o Ministério do Interior durante o governo de Mubarak e é acusado deordenar o uso de força contra manifestantes durante os protestos do início do ano, foi adiado para 25 de julho. 

De acordo com a AP o protesto reuniu seis mil egípcios na noite de terça-feira. Na manhã desta quarta-feira, 1.500 ainda estavam no local. Na tentativa de dispersá-los, policiais atiraram para o ar e usaram bombas de gás. Os manifestantes responderam atirando pedras e dezenas de carros e lojas foram destruídos.

Em comunicado divulgado no Facebook, o Exército afirmou que os protestos têm o objetivo de "desestabilizar o país" e fez um apelo para que os egípcios não participem das manifestações.

Com AP

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